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Entrevista com Márcia Monroe no Jornal da Vila

Abaixo confira a matéria que saiu no jornal Pedaço da Vila sobre o Workshop com Márcia Monroe no ESIYSP

Posições celestiais

Convivendo com uma severa escoliose desde sua adolescência, a professora de Iyengar Yoga Márcia Monroe chegou à maturidade com agilidade, liberdade e sem dores. Em outubro, estará no Estudyo Iyengar Yoga São Paulo para compartilhar seus estudos, experiências e as posturas celestiais no Yoga Kurunta que aprendeu com o próprio mestre Iyengar e que garantiu a ela viver com qualidade de vida

O que é a escoliose e como ela interfere na saúde?

Escoliose é uma assimetria espinhal que envolve três planos espaciais: o plano vertical (uma flexão lateral ou uma curva para o lado); o plano sagital (antero-posterior, compreendendo padrões de flexão e extensão); e o plano horizontal (o plano de rotação). Devido à trimensionalidade surge a escoliose, considerada uma patologia complexa como também progressiva, o que resulta em problemas não só de origem ósseo muscular, mas, também, dos sistemas respiratório, orgânico e nervoso. A escoliose é classificada como estrutural ou funcional. A estrutural é quando a assimetria é registrada nos ossos ou vértebras da coluna vertebral. Já a escoliose funcional ou postural, ou os casos de assimetrias, ocorrem fora da coluna vertebral. Sua origem vem de hábitos cotidianos, como: carregar pesos unilateralmente e sentar assimetricamente por muito tempo, o que pode resultar no encurtamento de uma perna, que requer compensações dos músculos pélvicos e posturais. A escoliose mais comum é a idiopática, ou seja, sem uma causa especifica: 85% da população está nessa categoria. Ela pode ter origem na infância, pré-adolescência ou na adolescência, a mais comum. Existem novas categorias de escoliose e assimetrias por causas secundárias, como a degeneração óssea, hérnias de disco e osteoporose.

Como você conseguiu atenuar sua escoliose?

Fui diagnosticada na adolescência; minha tia notou uma discrepância no contorno das minhas costas. A partir daí, começaram as várias visitas a ortopedistas: usei colete de Milwaukee, feito na ABBR, no Rio de Janeiro. Durante a maior parte do dia sentia restrição corporal e respiratória e desisti do uso do colete, devido aos sinais de piora enviados pelo meu corpo. Depois, sugeriram a intervenção cirúrgica. Mas, após ouvir o relato do ortopedista sobre o procedimento cirúrgico e o pós-operatório, decidi viver com a escoliose e tentar entender e conviver de forma inteligente com um corpo assimétrico, mas, funcional. Segui linhas de tratamentos não tradicionais abrangendo biomecânica, terapias somáticas com Feldenkrais e Body Mind Centering. Nessa época, colocava o Yoga em outro espaço, talvez metafísico, vendo a escoliose como um aprendizado para minha própria evolução. Grande parte de minha vida foi dedicada aos estudos constantes sobre as assimetrias e o Yoga, e aprendi a adaptar minha prática de acordo com a maturidade. Em Nova York, onde resido, sou convidada por fisioterapeutas especialistas em escolioses, associados aos melhores hospitais ortopédicos em NY, para explicar esse modelo em cursos especializados na técnica de Schroth e SEAS. Atendo às conferências médicas cientificas, como também apresento imagens das posturas de Iyengar Yoga e Reeducacao somática de movimento para a escoliose. Tudo isso sempre atribuindo meu trabalho e aprendizado ao mestre BKS Iyengar, com quem aprendi na prática a trabalhar com as curvas escolióticas. Pratico Yoga diariamente.

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A senhora vive normalmente?

Apesar da significante escoliose que carrego, sinto liberdade, agilidade, e não tenho dores. Consegui atenuar minha escoliose através do sexto sentido, intuição ou propriocepcão que foram gerados pelas posturas. A sabedoria que o Yoga oferece é subjetiva às palavras, que são limitadas. O corpo, a mente e o ser sentem os espaços criados através das posturas e da respiração. Esse processo somado à experiência da prática, leva o estudante a integrá-la no seu dia a dia.

De que forma adaptou essa experiência para ajudar outras pessoas com o mesmo problema em suas aulas de Iyengar Yoga?

Através de uma vida de estudos, viagens anuais à Pune, Índia, onde o Instituto de Iyengar Yoga está localizado, e à pratica – estes são os frutos que transmito aos meus estudantes. No sistema de Yoga Iyengar usa-se acessórios ou suportes que facilitam ao praticante experimentar os diversos benefícios das posturas. No caso da escoliose, as posturas são modificadas e adaptadas através de vários tipos de suportes que variam de acordo com o padrão escoliótico do indivíduo. Isso resulta em sentimentos de simetria, expansão, bem-estar e equilíbrio. Ofereço workshops para professores e alunos portadores de escoliose e ainda escrevi o livro Yoga for Scoliosis a healing journey, que está em inglês, e que foi traduzido para o chinês e coreano.

O que pretende apresentar no workshop Posturas Celestiais que irá fazer em outubro em São Paulo?

No sistema de yoga Iyengar, a mesma postura pode ser modificada através de vários apoios e acessórios, criando assim possibilidades e aprendizado para o praticante. Nesse workshop serão ensinadas posturas introdutórias, modificadas através do Yoga Kurunta (yoga com cordas fixadas na parede). Denomino Postura Celestial pelo fato de que as cordas proporcionam trações passivas, gerando um sentimento de espaço e expansão, e maior fluxo respiratório. Peço aos praticantes que queiram participar deste workshop que tenham experiência de seis meses em Yoga e que estejam com boa condição física para explorar os benefícios do Yoga Kurunta.

O mestre B.K.S Iyengar, de quem recebi ensinamentos direto, dizia: “The body is my temple, and the asanas are my prayers” (Meu corpo é meu templo e minha respiração minha oração). Ele mencionava, informalmente, nas práticas de grupo de estudantes, incluindo a família Iyengar, assistentes e professores, certas famílias de posturas como celestiais ou aristo-cratas. Durante as aulas ou na prática pessoal, por exemplo, ouve-se constantemente o comando para “abrir o peito”, e certas famílias de posturas oferecem essa abertura e senti-mento de expansão, coragem, e possibilidades de novos horizontes. Através da prática impri-mimos em nossa percepção corporal novas possibilidades de ascensão, espaço interno, liberdade e divindade. O Yoga Kurunta – ou o uso do apoio das cordas – através de certas sequências, ajuda a quebrar bloqueios mentais, transcender sentimentos de dualidade e a vencer medos. Com a prática, acessa a liberdade corporal, amplifica a orientação espacial e a fluidez. O Yoga Kurunta, com as cordas, e todos os outros acessórios usados no sistema Iyengar, são utilizados para proporcionar as posturas terapêuticas, beneficiando as diversas faixas etárias e os casos especiais. São janelas que se abrem para o céu desvendando a luz do Yoga.

Yogi Zain - Iyengar Yoga - Fortalecimento Abdominal

Workshop com Yogi Zain no Brasil!

É com grande alegria que anunciamos que esse ano de 2017 será fechado com chave de ouro! o Estudyo Iyengar Yoga São Paulo (ESIYSP) vai receber em Dezembro o grande yogui Zain Syed. 

Zain é famoso pelo seu canal no YouTube, onde divulga regularmente vídeos ensinando algumas sequências de Iyengar Yoga.

Os workshops serão nos dias 2 e 3 de Dezembro e prepararão o corpo e a mente pra essa época de fechamento de ciclos, reencontros e transformações.

Para o dia 2 se Dezembro o tema é: “Mobilidade com Estabilidade“. No dia 3 de Dezembro a prática conduzida por Zain será inspirada por: “Abra seu coração e viva com alegria“.

Mobilidade com Estabilidade

No sábado, 2 de Dezembro, Yogi Zain compartilhará uma prática para ajudar os praticantes a aumentar a força nas pernas, a estabilidade do quadril e a força abdominal para que possam se mover com leveza, facilidade e estabilidade. A palavra chave é estabilizar enquanto mobiliza.

Nós somos desenhados para nos mover! Na vida moderna, devido ao nosso estilo de vida acabamos ficando sentados no escritório por muitas horas, sentados em nossos carros por muitas horas ou até mesmo de pé num balcão por muitas horas. Assim nossos músculos e ossos se enfraquecem e nossa estabilidade para nos mover diminui. Assim, trazer a inteligência para o corpo por meio de desfazer os padrões de vida sedentários farão o corpo e a mente menos estagnado.

Explore seu core!

Nesse dia faremos uma miríade de fortalecimento abdominal usando nossas pernas e braços de forma a aplicar esse alinhamento para nos movermos com leveza nos ásanas.

Yogi Zain - Iyengar Yoga - Fortalecimento Abdominal

Abra seu coração e viva com alegria

No domingo, 3 de Dezembro, o workshop será voltado para abertura de peito, abertura de coração e extensões para trás (backbends, em inglês). Nesse dia os praticantes podem esperar experimentar aberturas na coluna vertebral e aprender como entrar de forma seguro e efetiva em extensões para trás desde as mais fáceis até as mais exigentes. Todos terão algo para praticar.

Esse workshop é particularmente recomendado para pessoas que sofrem de depressão uma vez que as extensões para trás estimulam o sistema nervoso central e aumentam a habilidade da pessoas em lidar com o estresse. A prática regular dos backbends ajudam a aliviar e prevenir o cansaço mental, dores de cabeça hipertensão e exaustão nervosa. Essa categoria de ásanas energiza o corpo e a mente, sua prática regular é inestimável para pessoas que sofrem de depressão.

Os alunos podem esperar aprender os aquecimentos corretos para backbends básicos e avançados. Materiais (props) como a cadeira e almofadões serão utilizados para manter as posturas por mais tempo.

Yogi Zain - Iyengar Yoga - Backbends - Extensão para trás com cadeira

Mensagem do Yogi Zain para os brasileiros

Informações sobre o workshop

O workshop será conduzido em inglês com tradução para o português.

Inscrições para apenas um dia poderão ser avaliadas.

Valores

  • Até dia 31 de Outubro: R$ 320
  • Após dia 31 de Outubro: R$ 380

Serão aceitos cancelamentos até 15 dias antes do curso com devolução de 70% do valor do curso.

Horário

  • Sábado das 8h30 – 12h30
    Posturas em pé e jumpings e Surya Namaskars (salvação ao sol)
  • Domingo das 8h30 – 12h30
    Aberturas de peito e posturas restaurativas

Ficha de Inscrição

Posturas Celestiais - Marcia Monroe

Posturas Celestiais – Yoga e Kurunta – Workshop com Márcia Monroe

Posturas Celestiais - Marcia Monroe

Nós do Estudyo Iyengar Yoga São Paulo (ESIYSP) estamos muito felizes em receber pelo terceiro ano consecutivo a professora Márcia Monroe. Pra quem não sabe, Márcia Monroe é uma professora de Iyengar Yoga que vive nos Estados Unidos, autora do livro “Iyengar Yoga e Escolise” (sem tradução para o português é o momento), aluna direta de BKS Iyengar.

Nesse ano Márcia traz ao ESIYSP o tema: “Posturas Celestiais – Yoga e Kurunta”. Márcia conta que Guruji Iyengar chamava as invertidas realizadas nas kuruntas de posturas celestiais porque promovem aberturas na região peitoral e desafiam a gravidade.

Esse workshop faz parte de uma série de cursos que Márcia Monroe tem oferecido no Brasil. Ano após ano ela retorna trazendo novas abordagens e soluções para quem que possamos alcançar uma coluna vertebral saudável.

Márcia Monroe

Marcia Monroe, professora de Iyengar Yoga

Marcia Monroe é certificada como professora pelo sistema Iyengar Yoga.
Anualmente viaja para a Índia, dando continuidade aos seus estudos com a família Iyengar.
Detém certificação nos métodos somáticos de Body Mind Centering® e Feldenkrais®.
É formada pela Universidade de Nova York em Dance and Movement Studies, e registrada como Somatic Movement Therapist nos EUA (RSMT-ISMETA).

Informações sobre Posturas Celestiais com Márcia Monroe

  • Data: 14 e 15 de Outubro de 2017
  • Local: ESIYSP (mapa aqui)
  • Horário: Sábado 9:00h as 12:00h/ 14:00h as 16:00h – Domingo 9:00h as 12:00h
  • Valor: R$290,00
  • Pré-requisito: mínimo 6 meses de prática em Iyengar Yoga
  • Vagas: 24

Faça sua inscrição

Devido ao limitado número de vagas as inscrições serão somente via email ou telefone. Contatos:
Telefone: 11 987 673 170
[email protected]

Namastê!

Porque estamos preocupados com o período menstrual no Iyengar Yoga?

por Shayna Ogden

Todo professor de Iyengar Yoga costuma perguntar no início de cada aula quem está menstruando. Por alguma razão, para algumas pessoas isso pode ser estranho ou motivo de vergonha. Não é esse o objetivo.

No yoga é aconselhável que as mulheres que estão menstruando pratiquem uma sequência específica para a menstruação. A razão disso é que nessa fase o corpo e a mente se encontram em um estado diferente. O corpo está direcionando toda sua energia para descamar as paredes internas do útero. Isso faz com que muitas mulheres se sintam fisicamente desconfortáveis, sofrendo com cólicas abdominais, dores nas costas, inchaço e sensibilidade nos seios, bem como um sentimento generalizado de fadiga e esgotamento. O cérebro, às vezes, sente-se como vibrando ou pulsando e a mulher pode sentir-se irritável e emocional.

A prática correta de uma sequência adaptada ao período menstrual pode auxiliar no alívio destas condições. Como Geeta Iyengar afirma:

“do dia em que a menstruação começa, até o dia em que ela acaba (…) a praticante deve focar-se na execução de asanas que não obstruam o fluxo menstrual e ajudam a mulher a se manter saudável. Somente asanas que não esgotem sua energia ou tragam distúrbios hormonais devem ser executados”

Posições que não devem ser executadas durante o período menstrual

1 – Inversões

Todas as inversões são contraindicadas durante a menstruação – ou seja, não devem ser praticadas até que o sangramento tenha acabado. Isso porque o endométrio deve sair do corpo como um material de descarte. De acordo com BKS Iyengar, no Ayurveda:

“tudo que deve ser posto para fora deverá ser posto para fora e não retido ou mantido dentro. Você não deve reter urina, fezes, muco, pois são substâncias que devem ser postas para fora. Esses são chamadas de mala (lixo), e devem ser excretados. Eles abrem caminho para doenças se retidos.”

Inversões vão impedir ou retardar o fluxo deste material de descarte do corpo. Se inversões forem feitas regularmente durante a menstruação, em especial a longo termo, podem comprometer a menstruação e a saúde reprodutiva, podendo levar a condições como fibrose, cistos, endometrioses ou até mesmo câncer.

2 – Asanas abdominais, torções fechadas, body knottings e equilíbrio sobre as mãos

Da mesma maneira, qualquer posição que pressione ou constrinja o abdômen não deve ser executada durante o período menstrual. Esse grupo de posições inclui asanas abdominais, torções fechadas, body knotting (perna atrás da cabeça), extensões sem suporte e equilíbrio sobre as mãos. Essas posições só endurecerão mais o abdômen e os órgãos reprodutivos, aumentando o calor do corpo. O efeito será aumentar ou piorar os sintomas como cólicas, agravar o sistema nervoso criando irritabilidade e aumentar a duração das regras. Quando os órgãos reprodutivos são endurecidos repetidamente durante os anos, através da prática contínua destas posições durante a menstruação (ou pela prática de qualquer exercício extenuante durante o período menstrual, assim como corrida, bicicleta, academia, etc) resultados negativos podem surgir para a menstruação e o sistema reprodutivo, tal como listado acima.

Menstruação Anormal

Curiosamente, estima-se que cerca de 30% das mulheres têm uma saúde menstrual pobre. Isso significa ter um ciclo menstrual fora do normal, incluindo: excesso de ou sangramento pesado, pouco sangramento, ausência de sangramento, sangrar por mais de 10 dias, sangramentos irregulares ou dolorosos. Se esse é seu caso, fale com seu professor sobre isso. É possível prescrever uma sequência específica para cada pessoa para melhorar sua saúde menstrual e reprodutiva. A prática deve atender as necessidades dos dias fora e dentro do período menstrual.

Sequências para o Período Menstrual

Dias 1 – 2 do Ciclo

Durante o primeiro e segundo dias de sangramento, os sintomas costumam ser mais graves. A sequência da prática para esses dias deve ser restaurativa, com posturas deitadas com suporte, flexões com suporte e alternativas às inversões sobre bancos ou bolsters, também com suporte, seguidas de savasana. Quando seguidos corretamente e mantidos pelo tempo necessário, os asanas dessa sequência podem aliviar os sintomas. As virilhas relaxam o que reduz as cólicas abdominais. As pernas descansam o que aquieta o cérebro. O sistema nervoso se acalma e resfria. As posições são de descanso e a mulher se sente restaurada ao final da sequência.

Dias 3 – 5 do Ciclo

Conforme o fluxo diminui, em geral entre os dias 3 e 5, o praticante pode querer reintroduzir as posições em pé com suporte. O propósito de utilizar o trestler (cavalo) é dar suporte durante a execução dos asanas e garantir que o peito e abdomen estão abertos. O trestler também é utilizado para o mesmo fim por estudantes que não estão menstruando, mas se sentem fracos ou estão lesionados ou doentes, como forma de melhorar a prática.

Durante as aulas o professor geralmente pede para que as mulheres que estão menstruando fiquem próximas a ele para que as instruções específicas possam ser dadas no que diz respeito ao uso do trestler (cavalo) nas posições em pé, o uso de outros acessórios para suporte e o tempo de permanência.

Prática para o resto do mês

Durante os dias de não sangramento a mulher pode continuar com sua prática regular de todos os grupos de asanas (posições em pé, flexões, extensões, torções, abdominais e inversões). Se todos os grupos forem praticados, incluindo os de flexões do tronco e trabalhos de quadril, tais como padmasana, combinados com uma prática correta durante a menstruação, é possível chegar a uma melhora geral da saúde menstrual, incluindo períodos mais curtos, menos dolorosos e regulares.

Então, durante seu próximo ciclo, separe seu tempo para cuidar de si e praticar corretamente. Informe seu professor de sua condição durante as aulas. Atenda suas necessidades específicas nesse período praticando a sequência sugerida abaixo. Depois analise como foi, se você se sentiu melhor ou diferente e se seu ciclo mudou ou melhorou com o passar do tempo.

Sequência para Dias 1 – 2

supta_virasana_periodo_menstrual_yoga_13

Supta virasana (o uso da bandagem é opcional) – 5 mins

Supta matsyendrasana (pernas de padmasana se possível, ou pernas de swastikasana como na imagem, a bandagem é opcional) – 2 mins

Adho mukha virasana

Janu Sirsasana

Trianga mukhaipada paschimottansana

Ardha badha padma paschimottansana
(não está demonstrado em fotos)

Paschimottansana

Baddha konasana (com blocos e corda, ou pode ser feito com as costas na parede – que não está demonstrado em imagens) – 5 mins

Upavistha konasana (centro)

Upavistha konasana (esquerda e direita)

Poses supinadas para esse período

Supta baddha konasana – 5 mins

Dwipada viparita dandasana com bolsters no backbender (baleia)– 5 mins

Setubandha sarvangasana –5 mins

Savasana – 10 mins

Sequência para Dias 3 até o fim da menstruação

supta_virasana_periodo_menstrual_yoga_13

Supta virasana (o uso da bandagem é opcional) – 5 mins

Adho mukha virasana

Adho mukha svanasana (with or without ropes with head support) – 2 mins

Uttansana (can be done without ropes, head on blocks) – 2 mins

Posturas utilizando o cavalo ou a parede

Trikonasana

Virabhadrasana II

Ardha chandrasana

Parsvottansana

Prasarita Padottanasana

Flexões para frente com apoio

Janu Sirsasana

Trianga mukhaipada paschimottansana

Ardha badha padma paschimottansana
(não está demonstrado em fotos)

Paschimottansana

Baddha konasana (com blocos e corda, ou pode ser feito com as costas na parede – que não está demonstrado em imagens) – 5 mins

Upavistha konasana (centro)

Upavistha konasana (esquerda e direita)

Poses supinadas para esse período

Supta baddha konasana – 5 mins

Dwipada viparita dandasana com bolsters no backbender (baleia)– 5 mins

Setubandha sarvangasana –5 mins

Savasana – 10 mins

Tradução livre: Ana Paula Vaz dos Santos
Revisão: Roberta Maran
Revisão final e publicação: Jonathan Batista

Texto original publicado aqui

Participação da Professora Analu Matsubara em matéria sobre Cancer na Revista VivaSaude!

Em participação recente para a revista VivaSaúde a professora Analu Matsubara instruiu como a prática de Yoga pode auxiliar no tratamento dos sintomas relacionados ao câncer.

A participação da professora Analu pode ser vista revista física (matéria disponível nesse link)

Uma segunda opção é a ioga, que trabalha corpo e respiração. “O câncer traz efeitos colaterais como perturbações de humor, ansiedade, fadiga, dores e sensações de isolamento. Um programa de ioga buscará identificar os sintomas que mais afetam o bem-estar do paciente”, descreve a educadora física Ana Luisa Matsubara (SP)

Yoga-enxaqueca

10 Formas de driblar a dor de cabeça

Em entrevista recente para a revista VivaSaúde a professora Analu Matsubara instruiu como a prática de Yoga pode auxiliar na redução de dores de cabeça.

A participação da professora Analu pode ser vista na matéria condensada no site da revista (nesse link) e também na revista física (matéria disponível nesse link)

O yoga cria, por meio de suas posturas (asanas) e práticas de respiração (pranayamas), uma descompressão musculoesquelética e nervosa.“A descompressão advinda, por exemplo, de um alongamento da espinha, alivia tensões e cargas que favorecem a diminuição de quadros ligados às dores de cabeça em geral”, destaca Ana Luisa Matsubara, instrutora do Estudyo Iyengar Yoga São Paulo. Ao praticante iniciante, são indicadas duas aulas por semana com duração mínima de 1h30. “É recomendado que o que foi assimilado em sala de aula seja replicado diariamente por 20 a 30 minutos”, complementa.

Criando harmonia a partir do caos

O corpo humano consiste em milhões e milhões de células agrupadas em milhares de tecidos que, por sua vez, se conectam para formar os órgãos. Esses órgãos funcionam em coesão e formam diferentes sistemas fisiológicos do nosso corpo, como, por exemplo, o digestório, o cardiovascular, o excretor, o respiratório, o nervoso e o endócrino. O corpo é dividido em diferentes sistemas fisiológicos mais por conveniência, para facilitar o entendimento dos estudantes de anatomia e fisiologia. Entretanto, esses sistemas, esses órgãos, não funcionam independentemente um do outro. Cada um desses órgãos realiza ações e funções além daquelas “atribuídas” a eles. Por exemplo, ainda que o fígado e o pâncreas sejam vistos como órgãos digestivos, eles também desempenham um papel na respiração. De fato, o corpo humano seria um sistema caótico se todos esses órgãos e sistemas funcionassem independentemente. A harmonia entre os sistemas é responsável pelo funcionamento fluído do complexo corpo humano.

Os braços e pernas são considerados órgãos de ação. Sua função, contudo, não se restringe a ação e movimento somente, mas eles também afetam o corpo orgânico. Ásanas são muitas vezes (mal) entendidos ou traduzidos relapsamente como exercícios ou movimentos corporais. Isso porque ásanas são realizados por diferentes tipos de ações do corpo e no corpo. Por exemplo, se estamos executando Bharadvájásana e seguramos a coxa esquerda com a palma da mão direita, então a palma direita não é usada “somente” para suportar a espinha quando ela gira, mas também para trazer movimento/ação em diferentes partes do corpo. Isso pode ser compreendido se você imaginasse que os braços não fossem “vivos”, mas somente elementos externos, de madeira, utilizados para suporte, então não haveria “vida” no ásana. Bharadvájásana então se tornaria um exercício e não um ásana.

O braço é efetivamente utilizado para realizar diferentes movimentos nos diferentes órgãos do corpo, assim como pulmões, fígado, pâncreas e intestino. A mão em Bharadvajasana pode ser utilizada para acessar a espinha dorsal e desta forma atuar nos pulmões; ou pode ser utilizada para agir no banda diafragmática e assim trabalhar nos órgãos abdominais superiores – fígado, pâncreas e rins; ou, ainda, a mão pode ser utilizada para trabalhar a parte inferior da espinha dorsal e os órgãos abdominais inferiores. A mão pode efetivamente ser utilizada para agir em diferentes partes do corpo. Além disso, o efeito dos braços nas diferentes partes do corpo é afetado pela respiração. Quando torcemos a espinha em Bharadjávásana enquanto expiramos, o efeito é sentido mais na espinha. A rotação da espinha é restrita quando executamos o ásana com inspiração. Há uma mudança total no estado mental em ambos os casos.

Toda ação traz em si dois tipos de vibração (spanda em Sânscrito). Essas vibrações podem ser de ação (kriyá spanda) ou de sensibilidade (samvit spanda). Como um iniciante na prática de ásanas todas as nossas ações são densas e levam a uma vibração de ação. Mesmo quando iniciamos nossa prática o corpo está lento e existe mais ação, mais kriyá. Todas as nossas ações são inicialmente ditadas pela vibração de ação ou kriyá spanda e há pouca vibração de sensibilidade ou samvit spanda.

Gradualmente, conforme progredimos na prática, devemos tentar trazer menos kriyá e mais samvit para nossos ásanas. Essa mudança na orientação da nossa prática pode ser alcançada através de uma mudança no foco de atenção e no movimento enquanto executamos o ásana.

Usando o exemplo do Bharadvájásana outra vez, se executá-lo com uma exalação forte focada na região pélvica haverá mais kriyá nos braços – de fato você sente o movimento dentro dos braços do centro para a periferia. Quando se executa o mesmo ásana com uma inalação forte focada na região torácica então há mais kriyá spanda, mas sua localização de kriyá spanda nos braços é distinta – mais na parte superior dos braços. Entretanto, quando se executa o mesmo ásana com uma exalação na região da face, há um salto de kriyá para samvit.

Outra forma de passar de kriyá para samvit é observar a respiração – nas narinas ou na região torácica, ou onde se puder sentir de forma mais clara a respiração enquanto se executa e mantém o ásana. Enquanto tentar manter o ritmo da respiração, haverá mais samvit spanda que kriyá spanda. O praticante perceberá como se a sensação nos braços se move da periferia para o centro. Um processo de internalização.

Mas não é possível seguir adiante aumentando sempre o samvit spanda (vibração de sensibilidade). Um colapso é eminente. A fase samvit deve ser intercalada com kriyá nesse ponto.

Para reiterar, cada ásana deve ser executado com um equilíbrio entre kriyá e samvit spanda. Como um iniciante, nosso ásana e prática é mais orientado para a ação. De qualquer maneira, conforme evoluímos na prática, assim como na nossa prática do dia, nosso ásana deve orientar-se mais para a sensibilidade. Isso pode ser alcançado através das técnicas descritas. Mas, quando a vibração de sensibilidade diminuir, o praticante deve recarregar com vibração de atividade.

O praticante está totalmente “internalizado” quando os ásanas são executados dessa maneira, o estado mental é bem diferente – muito calmo – um estado que para alguns pode estender-se mais além do que as palavras podem expressar.

Praticar ásanas como ásanas leva a uma neutralidade na polarização. Tudo pode permanecer calmo dentro de condições controladas. Mas permanecer calmo em condições extremas e desfavoráveis é o que o yoga nos ensina. A calma em diferentess situações e cenários segue de diferentes processos como uma caótica estação de trem tem um processo de quietude se comparada com um sereno templo ou santuário. Então, diferentes conjuntos de ásanas destinam-se a conquistar maior quietude e têm diferentes canais ou processos para atingi-la. Por exemplo, a quietude do ciclo do Sirsásana é um processo enquanto a quietude do ciclo do Sarvángásana é outro processo. A quietude de uma flexão para frente e de uma torção são processos diferentes. Esses processos ajudam o praticante a atingir a tão desejada quietude nos mais variados cenários. Assim o estudante aprende a alcançar a quietude em uma caótica estação de trem ou no caos do mercado de ações. O aluno está preparado para alcançar a quietude em uma condição de inquietude.

Um incremento na sensibilidade leva a um incremento emocional. E o emocional é necessário para aqueles que querem entrar em um estado meditativo. Meditação é uma profunda absorção e envolvimento e sem um apelo emocional o praticante não será absorvido ou envolvido. Então o emocional é uma faceta importante na prática yóguica e o yoga é primeiramente meditativo.

Autor: Prashant S. Iyengar
Yoga Rahasya – Vol. 9.4; 2002

Tradução livre: Ana Paula Vaz dos Santos
Revisão: Roberta Maran
Revisão e publicação: Jonathan Batista

Logo ABIY

Informações sobre o exame de certificação – 2018

Abaixo segue uma mensagem da Associação Brasileira de Iyengar Yoga (ABIY) para os interessados em prestar o exame de certificação em 2018.

Caros associados,
Namaskar.
Passada a primeira etapa na qual fizemos o levantamento dos candidatos interessados à certificação 2018, informamos que, tendo em vista o grande número de candidatos apresentados, teremos, em abril próximo as provas de Introdutório II, com a supervisão da professora Corine Biria, e Junior Intermediário I.

Como informado anteriormente, para prestar a prova de Junior I o candidato precisa ter passado na prova de Introdutório II há, no mínimo, dois anos. Ou seja, o candidato deve ter feito a prova de nível Introdutório II antes de abril de 2016.

Lembramos que, segundo a carta de Geetaji enviada às associações, deverão ser apresentadas duas cartas de recomendação dadas por professores que sejam certificados em, pelo menos, um nível acima do nível pretendido pelo aluno que está recomendando.

Esclarecemos aos candidatos com provas pendentes de reavaliação desde a certificação 2016, que será necessário reapresentar tais cartas.

Em breve serão abertas as inscrições com a divulgação das datas e local das provas, momento em que deverão ser apresentadas as cartas acima mencionadas.  Os candidatos também terão acesso ao novo “Guia do Candidato” com todas as informações necessárias ao Assessment 2018.

No que se refere aos candidatos às provas de Júnior Intermediário II e III,  e Sênior intermediário I e II, os mesmos poderão apresentar-se à certificação argentina, que acontecerá durante o mês de novembro de 2017. Para maiores informações indicamos que consultem o site da Associação Argentina.

Informamos-lhes que as cartas de recomendação deverão ser enviadas ao e-mail do Comitê de Certificação da ABIY ([email protected]) com a maior brevidade possível, e que deverão fazer sua própria inscrição no site da AAYI.

Informações sobre o exame de certificação - 2018

O Comitê de Certificação enviará a lista dos candidatos brasileiros com as correspondentes cartas à Associação Argentina. 
Muito obrigado,
COMITÊ CERTIFICAÇÃO ABIY.

Supta_Padangushtasana_Iyengar_Yoga_Sao_Paulo_1

Supta Padangushtasana – Astanga Yoga em um Asana IV

Supta Padangushtasana é uma posição muito eficiente, que nos guia em mais de 60% das posições que vemos em “Luz Sobre o Yoga”. A execução de Supta Padangushtasana deve ser entendida de forma clara, uma vez que compõe o cenário para posturas em pé, torções e flexões para frente. Supta Padangushtasana abre nossas mentes para um grande destino e é a base para Hanumanasana.

Supta Padangushtasana Iyengar Yoga Sao Paulo

“Somente a inteligência não irá resolver problemas, a menos que esteja conectada à observação. Primeiro observe e depois use sua inteligência.”

Antes de realizar o Supta Padangushtasana, faça “Supta” Tadasana (supta significa deitado). Observe a distância entre o fim do tapetinho e os calcanhares. De forma passiva alerte todas as partes do corpo que não estejam engajadas ou onde a inteligência não esteja fluindo e leve inteligência para estas áreas.

“Atividade e Passividade devem trabalhar juntas para alcançar melhor efeito em cada asana.”

Eleve a perna esquerda em Supta Padangushtasana. O pé direito não irá permanecer na sua posição inicial. Isso porque a mente se dirige àquela perna que está sendo elevada. Então, desça a perna esquerda e repita a postura de maneira consciente. O calcanhar do pé direito é a raíz, a base, e quando você eleva a perna esquerda, a raiz (calcanhar direito) não deve ser abalada. Agora, quando você eleva a perna esquerda, qual a sensação na raiz? Ela quer elevar-se também. O corpo está dizendo “Eu não posso segurar, então eu vou me elevar”. O que a mente deve fazer? Ela deve dizer “Não se mova. Eu vou guiar você, vou enviar estrutura para que a perna não se sinta mais leve.” Então, eleve a perna esquerda mantendo essa atenção mental.

“Tudo tem uma base. A inteligência básica de cada postura deve ser alcançada. A base é a fundação. Entenda primeiro a fundação e nada irá dar errado. Em cada posição, você deve retornar à base para que a estabilidade seja alcançada.”

Existe projeção atrás da parte de fora do joelho esquerdo, mas nenhuma projeção na parte interna do joelho esquerdo. Então, reajuste. Isso é conhecido como construção. Você está construindo seu Supta Padangushtasana.

“Raiz é a fundação.”

Estique suas pernas em Supta Padangushtasana. Antes de executar a postura, você deve pensar sobre qual é a sua raiz. Qual a sua raiz em Supta Padangushtasana? Os glúteos não são a raiz, eles são o gatilho, porque eles se movem mais rápido do que a virilha. Então a virilha é a raiz. Pressione a virilha contra o solo e eleve sua perna. Se a raiz se elevar, pressione-a novamente contra o solo. A raiz deve permanecer no chão, mas a energia deve se mover para cima. Você irá notar que a distância da parte interna da perna, entre a virilha e o joelho, aumenta. Quando você tenta levantar a perna, o calcanhar da perna que permaneceu no chão se mexe. Então, dobre um pouco as pernas e reajuste. Após o reajuste, eleve a perna esquerda, estabilize, e então extenda a perna direita.

“Yoga é alinhamento. No intuito de saber o que é alinhamento, é importante determinar o plano médio em cada parte do corpo. O plano medio é Deus! É o que traz a arte da precisão.”

Você sempre deve medir o quanto está estendendo a partir do plano médio para a parte externa, parte interna, parte frontal e traseira. Assim você estará equilibrado, exatamente no meio. Quando você eleva a perna esquerda, a patela do joelho esquerdo não se mantém exatamente no meio. Ajuste lentamente e traga-o de volta para o centro. Então, a parte de trás da coxa também se endireita e se torna paralela.

Leia mais: Saiba como começar sua prática pessoal em casa.

Agora, sinta a sensação próxima ao osso na parte interna do tornozelo e na parte externa do tornozelo. Ela não é a mesma. Crie a mesma sensação em ambas as partes. Agora veja o que aconteceu com o ligamento do joelho e com os músculos da panturrilha. Isso é conectar a mente de forma a ver cada parte.

Supta Padangushtasana Iyengar Yoga Sao Paulo

Observe a parte interna da perna, da virilha até o joelho, do joelho até o tornozelo. É curta da virilha até o joelho, mas longa do joelho até o tornozelo? Não deve haver diferença. No Supta Padangushtasana, o glúteo não deve se mover enquanto eleva a perna. Mantenha o glúteo pressionando para baixo, movimente a perna para frente, em direção a cabeça e então sinta a diferença no movimento.

“Em cada asana, se a parte do corpo que está em contato com o chão está em ´bom contato´ então o asana está sendo bem executado.”

Quando a perna esquerda é elevada, sua mente está direcionada em segurar o dedão do pé. Então, você perde o contato da lombar inferior com o chão. Dobre a perna direita, mantenha a lombar inferior para baixo e ajuste. Agora, quando elevar a perna direita e esticá-la, talvez a lombar se eleve um pouco. Então, erga levemente a perna direita, estique-a, e alongue bem, movendo a lombar para baixo. Assim, haverá simetria em ambas as pernas e nenhuma dor nas costas.

A parte baixa da sacro ilíaco é como um pepino, fina e densa. Toda essa região não toca o chão. É por isso que você deve dobrar o joelho e mover a região com seus dedos em direção às pernas. Registre qual parte do glúteo toca o chão quando a perna está dobrada. Qual sua forma? É circular? Então, mantenha este registro de formato quando extender a perna. Agora, dobre seu joelho esquerdo novamente, mantenha o pé no chão e ajuste o glúteo, volte a buscar aquele registro. Dobre sua perna esquerda e eleve sua perna direita, segure no dedão e extenda a perna direita. Perceba como o glúteo esquerdo toca o chão, da parte interna até a parte externa. Ambas as laterais tocam o chão de maneira equivalente? Se não tocam, o glúteo se moveu para dentro ou para fora. Se foi para fora, você deve mover a virilha em direção ao chão, caso tenha se movido para dentro, você deve ajustá-lo com seus dedos. Agora extenda a perna direita, olhe para o seu queixo, olhe para o seu calcanhar e olhe para a parte interna do pé, do dedão até o calcanhar. Uma leve inclinação pode ainda existir, a parte superior da perna, que é mais bruta, se inclina mais. Observe a linha do dedão até o calcanhar interno. Está reta ou torta? Se houver uma parte da perna que esteja torta, ainda que pequena, isso significa que todo o topo da perna está torto. Ajuste essa parte e observe o que acontece com a porção frontal da parte superior da perna. Ela se move e se auto ajusta.

“Não deixe nenhuma saída pela qual a energia possa escapar de Supta Padangushtasana”

Observe, a energia da parte externa do joelho até a parte externa do glúteo está subindo ou descendo? Ela sobe na parte externa e desce na parte interna da perna. Como pode haver uma divisão, quando a perna é a mesma? Você consegue entender como o prana está atuando? Então, se a energia está se movendo da periferia até a raiz, que é a virilha, na parte interna da perna, como a energia da parte externa da perna está se espalhando da raiz para algum lugar no calcanhar? Mova a energia para que seja uma linha. Uma sensação tranquilizante é sentida na perna. Observe as mudanças psicológicas ao acalmar os nervos. Agora, sem modificar a firmeza da perna direita, dobre sua perna esquerda. Ajuste o sacro e a osso pélvico para que toquem o chão de maneira equilibrada dos dois lados. Você deve mover a energia para longe do cóccix para mover o corpo estrutural.

“A energia deve fluir por tudo, como um rio.”

Ao estender a perna esquerda no chão, role a pele dos músculos da coxa de fora para dentro. A sensação na coxa é diferente. Sinta a parte de fora e de dentro da panturrilha e estenda a perna. Se a extensão é mais focada nos músculos externos da panturrilha então significa que seu calcanhar interno está virado em direção a sua virilha, então estenda-o para fora.

Relaxe a pegada da mão e estenda ambas as pernas no chão, sem perturbar a posição dos glúteos. Agora verifique se ambos os calcanhares estão paralelos.

Para manter os calcanhares paralelos, não mova a parte baixa do sacro enquanto segura o dedão da perna direita. Se ela tocar uniformemente o chão, então não há distorção da perna. Dobre a perna esquerda, coloque o pé no chão e estenda o calcanhar interno, esticando a perna esquerda no chão. Existe um ritmo neste movimento.

Qual o foco desta postura? Qual seu objetivo do Supta Padangushtasana? Por que ela foi introduzida nos rishis? Esse objetivo foi alcançado pelos meios? Quais são os meios? Tudo isso deve ser podado e organizado e, uma vez podado, você chegará a um entendimento claro de que é a única maneira e que não existe outra maneira.

“Olhar mentalmente é sentir.”

Comece com a perna direita, mantendo inicialmente a perna esquerda dobrada. Sinta como toda a parte de trás do corpo está paralela ao chão. Você deve estar mentalmente atento para sentir como os poros da pele se movem, em que direção eles se movem?

Supta Padangushtasana Iyengar Yoga Sao Paulo

A forma, a sensação de coesão das costas se modifica no momento em que você levanta a perna. Você consegue levantar a perna mantendo a forma e a sensação? Segure o dedão da perna elevada e meça a distância entre o cóccix e o glúteo da perna extendida. Qual é o espaço entre o cóccix e o glúteo da perna dobrada? Ambos devem ser quase idênticos. Lentamente estenda a perna esquerda mantendo a mesma distância. Isso é conhecido como chitta vritti nirodah do glúteo. Você deve dizer “eu não vou mover nem uma célula desta posição enquanto estendo a perna. Eu não vou perturbar nada para estender a perna. Eu vou estender somente a partir de minha perna e de nenhuma outra parte do meu corpo.”

Quando você retorna com a perna direita, que estava elevada, e a posiciona ao lado do pé esquerdo, você irá sentir como se a perna que estava elevada fosse mais longa. A perna esquerda parece mais curta e indica quantas células se encurtaram sem seu conhecimento.

Agora, tente elevar a perna esquerda sem perturbar a perna direita. O glúteo começa a oscilar como uma xícara no pires. Se você fosse encher de chá, você iria derramá-lo. O conteúdo é perturbado quando se perturba o contenedor, derramando-o na direção errada. Agora observe o movimento, observe o espaço entre a virilha e a parte frontal e interior, deve ser igual. Agora, quando você soltar a mão da perna e a baixar, você não vai sentir que uma é mais longa do que a outra.

Supta Padangushtasana Iyengar Yoga Sao Paulo

Compilado dos ensinamentos de Yogacharya B.K.S. Iyengar durante o Iyengar Yoga Festival, 1998 e Silver Jubilee Celebrations, 2000.

“O máximo de hoje será o mínimo de amanhã.”
B.K.S. Iyengar

  • Texto original: Arti H. Mehta
  • Tradução livre: Ana Paula Vaz dos Santos
  • Revisão: Roberta Maran
  • Revisão e Publicação: Jonathan Batista
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Mensagem do RIMYI sobre o Dia Internacional do Yoga – Junho 2017

Recebemos pedidos de várias associações e professores para que fosse sugerida uma seqüência de prática para o terceiro Dia Internacional de Yoga (21/06/2017), pensamos que se a nossa grande família Iyengar Yoga em todos os continentes praticasse a mesma sequência, esta seria nossa pequena homenagem ao Guruji.

Sempre que falamos sobre Iyengar Yoga, falamos sobre precisão e alinhamento. Nós insistimos que as pernas e os braços devem ser retos em qualquer asana, os professores insistem nesse alinhamento: “Mantenha os joelhos firmes e compactos. Trave os cotovelos. Torne as pernas fortes e ativas” são instruções que muitas vezes damos e ouvimos. É essa agudeza e precisão nos asanas do Luz sobre o Yoga que atraiu milhões de pessoas. É a precisão na apresentação de Guruji que inspirou gerações de yoga sadhaka-s. Por que essa insistência na precisão e alinhamento? É meramente um apelo estético? Guruji disse:

“Se o corpo está torto a mente está torta”.

Quando o corpo está reto, alinhado, a inteligência flui, se houver depressões e curvas, a inteligência não pode fluir. Quando a inteligência não flui, não há consciência. Há estagnação e o asana fica sem vida. E, se for assim, como pode ser saudável? Guruji muitas vezes nos deu a analogia do rio que flui, onde há o frescor constante de momento a momento.

Então, neste dia internacional do Yoga, estaríamos fazendo asanas que nos lembrem desse legado, essa tradição de nosso adorado e reverenciado Guruji. Os alunos têm diferentes níveis de experiência, assim o professor deve decidir qual desses asanas pode ser feito por eles e usar acessórios conforme a necessidade.

Dia Internacional do Yoga

  • Tadasana
  • Urdhva Hastasana
  • Urdhva Baddhaguliyasana
  • Uttanasana
  • Utthita Trikonasana
  • Ardha Chandrasana
  • Virabhadrasana I para Virabhadrasana III
  • Parsvottanasana
  • Parivrita Trikonasana
  • Prasaritta Padotanasana
  • Sirsasana
  • Parsva Sirsasana
  • Upavistha Konasana in Sirsasana or Eka Pada Sirsasana
  • Adho Mukha Svanasana
  • Urdhva Mukha Svanasana
  • Chaturanga Dandasana
  • Dandasana
  • Navasana
  • Ardha Navasana
  • Urdhva Prasaritta Padasana
  • Supta Padangusthasana
  • Parsva Supta Padanguhthasana
  • Parivritta Supta Padangusthasana
  • Upavistha Konasana
  • Parsva Upavistha Konasana
  • Sarvangasana
  • Eka Pada Sarvangasana
  • Halasana
  • Supta Konasana
  • Parsva Halasana
  • Paschimottanasana
  • Savasana
  • Viloma 1 and 2 Pranayama
  • Ujjayi Pranayama
  • Savasana

Traduzido por Luciana Brandão, revisado por Jonathan Batista