Explorando a Invocação à Patanjali

Para o mais nobre dos sábios, Patanjali, que nos deu o Yoga para a serenidade da mente, gramática para a pureza da fala e a medicina para a perfeição do corpo, eu presto saudação.

Eu presto saudação perante Patanjali, cujo corpo superior tem forma humana, cujos braços seguram um búzio, um disco e uma espada, o qual é coroado por uma serpente de mil cabeças. Oh, encarnação de Adisesa, minha humilde saudação a ti.

Eu não sou alguém que canta. Não me entenda mal: eu não sou contra cantar. Se eu me sinto compelida a cantar, eu gosto de entender o que estou dizendo e por que o estou fazendo. Especialmente quando o cântico é em uma língua que eu não entendo. Que espíritos estou invocando?

No início de cada aula de Yoga costumamos vocalizar o mantra de invocação a Patanjali. Nós fazemos uma vocalização em forma de pergunta e resposta com o professor. A primeira vez que eu fui a uma aula, foi assim, nós cantamos. Eu não sabia do que se tratava. Seria um ritual com conotações religiosas? Eu queria fazer aquilo? Eu decidi esperar e escutar. Respeitosamente. Na segunda vez eu murmurei acompanhando a vocalização. (Era de alguma maneira cativante). Depois disso eu tentei repetir as poucas sílabas que eu conseguia entender. Era Sânscrito – quem fala sânscrito?

Curiosa como sou, um dia eu finalmente levantei a mão e perguntei do que se tratava aquilo tudo. Sou muito feliz por ter perguntado.

Ao cantar a invocação estamos separando um momento para reconhecer e demonstrar o devido respeito às antigas raízes do Iyengar Yoga, os ensinamentos que foram passados ao longo dos séculos e os instrutores cujas experiências e sabedoria hoje desfrutamos.

Começar a aula com esse mantra é uma forma de simbolizar que estamos deixando nossa vida cotidiana para trás, abrindo mão de nossas preocupações e entregando-nos completamente à prática do yoga. É um estímulo tanto físico quanto auditivo, nós ouvimos o som e sentimos as vibrações no nosso corpo. E assim começamos a sintonizar na prática.

 

Yogena cittasya padena vacam

Malam sarirasyaca vaidyakena

Yopakarottam prvaram muninam

Patanjalim pranjaliranato´smi

Abahu purusakaram

Sankha cakrasi dharinam

Sahasra sirasam svetam

Pranamami Patanjalim

Hari Hey Om

 

Agora que faço aulas há alguns anos, eu consigo avaliar a importância de tirar um tempo para a Invocação. Eu realmente valorizo as aulas, os professores, os voluntários e o que o Yoga fez por mim. Eu adoro deixar o trabalho, a família e todas as crises diárias para traz e sintonizar nesse foco profundo e especial e me entregar.

Aqui está minha pesquisa sobre a Invocação à Patanjali. Eu descobri o que significava e como pronunciar as palavras. Existe inclusive um link no qual é possível ouvir o Sr. Iyengar vocalizando a Invocação.

Quanto a esse tal de Patanjali, se acredita que ele viveu entre 200 a.C. e 450 d.C. Esse é um grande intervalo de tempo. Ele se tornou uma figura mitológica com qualidades lendárias, mas as pesquisas são inconclusivas se ele era uma ou diversas pessoas. Ele é creditado por “purificar o corpo, a mente e o discurso” com suas escritas sobre medicina, ayurveda e gramática. Ele é particularmente conhecido por codificar os Yoga Sutras, 196 aforismos em Sânscrito, dos quais derivou a prática de yoga moderna. Antes dessa codificação os sutras eram repassados verbalmente. As escritas de Patanjali tem enorme relevância e impacto em leitores através dos séculos e já foram traduzidas para diversos idiomas.

 

“Os sutras estabeleceram um sistema de prática pelo qual o praticante pode atingir o estado puro livre de ilusões. A prática começa com a adoção de cinco princípios éticos (yama), … – não agressão, verdade, não apropriação, contenção sexual e desapego. E é seguido por cinco virtudes (niyama) – pureza, contentamento, austeridade, estudo e dedicação. Essas práticas inibem as influências negativas de estar no mundo. Após adotar um estilo de vida centrado nos yamas e niyamas o praticante começa a adotar passo a passo os asanas (posturas), o controle da respiração, o controle dos sentidos, concentração e meditação, cada etapa que leva para o objetivo do samadhi (descrito constantemente como absorção ou liberação).”

 

B.K.S. Iyengar traduziu e comentou na filosofia dos Yoga Sutras de Patanjali no seu livro Light on the Yoga Sutras of Patanjali. A tradição e a prática do Iyengar Yoga estão baseadas nesses ensinamentos. Através dessa prática podemos nos transformar ganhando saúde física, mental, clareza, sabedoria, serenidade emocional e equilíbrio, além de “alcançar o objetivo do Yoga: kaivalya, a liberação das amarras com desejos e ações mundanos e a união com o Divino.”

O que segue são dois artigos escritos por Geeta Iyengar, sobre a invocação à Patanjali. O primeiro é uma tradução e comentários ao mantra em si. O segundo artigo é de um documento de formação de instrutores, o qual discute o simbolismo da imagem de Patanjali. (Você vai querer se manter no lado bom dele.)

 

COMENTÁRIOS E TRADUÇÃO DE GEETA IYENGAR

Os dois slokas (versos) que vocalizamos para invocar Lord Patanjali iniciam o Bhojavritti (o comentário de Bhoj sobre os Yoga Sutras). Dizem, inicialmente, que Lord Patanjali é considerado a reencarnação de Adhishesha, a serpente, que é o assento para Lord Vishnu, o criador deste mundo. Se diz que ele nasceu por três vezes em diferentes momentos, oferecendo a cada vez um conhecimento distinto para o aperfeiçoamento pessoal. O primeiro deles foi o Yoga.

Yogena cittasya padena vacam

Para purificar a mente (citta), purificar a consciência, Patanjali nos deu a ciência do Yoga (yogena). Para purificar nosso uso de palavras (pada) e fala (vacca), ele nos deu um comentário sobre gramática, para que nosso uso de palavras permitisse uma fala clara, distinta e pura.

 

Malam savirasya ca vaidyakena

Para remover as impurezas (malam) do corpo (sarira), ele nos deu a ciência da medicina (vaidyakena).

 

Yopakarottam pravaram muninam

Deixe-me chegar perto daquele que nos deu essas coisas.

 

Patanjalim pranjalir anato´smi

Deixe-me abaixar minha cabeça com minhas mãos dobradas para o Lord Patanjali.

E depois de conhecer o trabalho desse Lord, a segunda parte diz como o Lord Patanjali era fisicamente. Para poder meditar sobre algo primeiro devemos ter sua forma em frente aos nossos olhos.

 

Abahu purusakaram

Das mãos até a cabeça ele tem a forma (karam) de um humano (purusa).

 

Sankha carkrasi dharinam

Em sua mão ele segura uma concha (sankha) e um disco (cakra).

 

Sahasra sirasam svetam

No topo de sua cabeça (sirasam) ele tem mil (sahasra) cabeças de serpente, porque ele é a encarnação de Adishesha, a grande serpente. Svetam significa branco.

 

Pranamami patanjalim

Eu presto reverência à Patanjali.

 

Você não pode aprender nada a menos que você desça, se você acha que está no topo e que sabe tudo, então você não é uma pessoa capaz de aprender. Nesse sentido o mantra ajuda.

 

Nós vocalizamos para que já no início da aula o sentimento de santificação venha de dentro, que é o sentimento de entrega, porque nada pode ser aprendido nesse mundo a menos que tenhamos a humildade de aprender. Então o momento que você pensa no Lord [Patanjali] logo no início da prática, você já sabe que você é pequeno frente esta grande alma. Uma vez entendido isso os outros problemas que surgem durante a prática, em geral relacionados ao ego, serão afetados. Você sabe que está “descendo” para aprender algo. Você não pode aprender nada a menos que você desça, se você acha que está no topo e que sabe tudo, então você não é uma pessoa capaz de aprender. Nesse sentido o mantra ajuda.

 

Decidimos vocalizar esses dois slokas desde o início. Quanto o Guruji nos convidou para praticar Yoga começamos com essa vocalização. Entretanto, nesse momento não o fazíamos nas aulas porque quando pessoas iniciantes vinham, elas tinham o conceito equivocado de que eram uma oração religiosa que pertencia somente aos Hindus. Levou um tempo para que as pessoas entendessem. Toda vez que tínhamos um programa público, uma celebração como o Divali ou o aniversário do Guruji, recitávamos o mantra. As pessoas começaram a se interessar e perguntar o que significavam aquelas palavras. Quando foi entendido, todos aceitaram. Por muitos anos agora temos vocalizado essa invocação no começo das aulas.

 

ADAPTADO DE UMA ENTREVISTA DADA PELA GEETA NO RIMYI EM 1992 DURANTE O INTENSIVO DO CANADÁ, CONDUZIDO POR MARGO KITCHEN, GRAVADO POR HEATHER MALEK, TRANSCRITO E EDITADO POR JUDITH M. COM REVISÃO DE MARLINE MILLER E ADAPTADO POR FRANCIS RICKS.

 

Aum Nome de Deus
Yoga União do homem com o Divino
Citta Mente
Pada Palavra
Vacha Discurso
Mala Impurezas
Sharira Corpo
Vaidyak A ciência da medicina
Yah Aquele que
Apakarot Removido
Tam Ele
Pravaram O melhor
Muni O observador
Pranjali Dobrando as palmas das mãos
Anata Presto reverência
Asmi Sou
Abahu Braços nas coxas
Purushakaram Forma humana
Shankha Concha
Chakra Disco, arma circular
Asi Espada
Dharinam Segurando
Sahasra Mil
Shirasam Cabeça
Svetam Branco
Pranamami Eu presto reverência e respeito
Patanjalim Para Patanjali
Hari Lord Vishnu

 

 

FORMAÇÃO DE PROFESSORES: A INVOCAÇÃO À PATANJALI

Por Geeta Iyengar

A TRANSCRIÇÃO COMPLETA DESSA PALESTRA ESTÁ PUBLICADA EM YOGADHARA. ESSE TEXTO FOI RETIRADO DE WWW.IYENGARYOGAAMSTERDAM.COM TEACHERS TRAINING PROGRAM DOCUMENT 2009.PDF

 

Agora me deixem falar sobre a Invocação à Patanjali, seu significado e simbolismo. A invocação começa com o Āum. O Āum é o primeiro som primordial, um adi nada, um som melódico, sublime e sonoro. As três sílabas Ā, U, M representam toda a extensão do som e da criação. Elas representam os estados de sonho lúcido e dormência da consciência. O crescente simboliza um estado de transcendência. O Āum em pranava, que significa exaltado, insuperável louvor ao supremo princípio, à divindade. De acordo com Patanjali ele simboliza Isvara, a divindade “tasya vacanah pranavah”. Sendo a fonte de todas as energias o Āum é tido como um princípio auspicioso. Nenhuma atividade sagrada está completa, profunda e perfeita sem efetivar-se a suprema graça e o Āum é a melhor invocação para buscar essa graça.

 

A primeira parte da Invocação é assim:

Para o mais nobre dos sábios, Patanjali, que nos deu o Yoga para a serenidade da mente, gramática para a pureza da fala e a medicina para a perfeição do corpo, eu presto saudação.

 

A segunda parte descreve a imagem de Patanjali:

Eu presto saudação perante Patanjali, cujo corpo superior tem forma humana, cujos braços seguram uma concha, um disco e uma espada, o qual é coroado por uma serpente de mil cabeças. Oh, encarnação de Adisesa, minha humilde saudação a ti.

 

Não se sabe quem foi o autor dessa invocação. Nunca foi costume, nessas épocas, mencionar o nome de quem escreveu. Ainda assim, alguns livros antigos mencionam que abahu purusakaram foi escrito pelo Rei Bhojadeva no ano 1000 a.C., autor do Rajamartanda Vrtti, um comentário aos Yoga Sutras.

Cada aspecto da estátua de Patanjali carrega um significado, assim como os intrincados sutras.

Quando olhamos a imagem do sábio Patanjali podemos ver as três voltas e meia abaixo do umbigo. Essas três voltas e meia representam o Pranava Aum, um símbolo místico que carrega em si o conceito de Deus como criador, organizador e destruidor. O representa como omnipresente, onipotente e omnisciente. Aum é composto por três sílabas, A, U e M com uma crescente e um ponto na parte de cima.

As três voltas completas representam as silabas e a meia volta a crescente. Também representam as três gunas de prakrti, reconhecidamente sattva, rajas e tamas e um aspirante objetivando o estado de trigunatita, que é um estado transcendente. O Sábio Patanjali nos convida a prestar atenção nas três formas de aflição, a saber adhyatmika, adhibhautika e adhidaivika, que devem ser conquistados seguindo o caminho do yoga. As três voltas indicam que ele é um mestre de Yoga, Gramática e Ayurveda. A meia volta indica a conquista do estado de kaivalya.

A concha, na mão esquerda, representa o estado de alerta, atenção e prontidão para enfrentar obstáculos, que são inevitáveis na prática do Yoga. Antigamente a concha era soprada como forma de alerta para desastres ou calamidades, assim como fazemos hoje com sirenes. É também um símbolo de jnana.

O disco, na mão direita, representa a destruição da ignorância com esforço supremo e é também um símbolo de proteção. A espada, embainhada na cintura, indica o corte com o ego, orgulho e noção de “Eu”, que é o principal obstáculo no caminho do verdadeiro ser. É uma espada de jnana para subjugar jnana. Essas três armas também representam a supressão das flutuações da mente, a remoção dos obstáculos e erradicação das aflições através da prática do Yoga.

O capelo sobre a cabeça é uma segurança de proteção contra Adisesa, rei das cobras. Essa proteção está sempre presente para o praticante, desde que ele se entregue ao Lord, que é representada no atmanjali mudra, com as mãos dobradas em namaskara.

O Bhaganatam narra a história do nascimento do Lord Krsna. Desde que Vasudeva foi alertado pelos Deuses no céu, que seu oitavo filho, Krsna seria morto por Kamsa, ele leva o bebê Krna de Mathura para Gokul no intuito de o proteger do demônio Kamsa. O rio Yamuna estava transbordando e chovia muito. Nesse momento Adisesa protegeu Vasudeva e Krna segurando o capelo sobre eles como um guarda-chuvas e abrindo um caminho pelo meio do rio, para que Vasudeva pudesse cruzar facilmente. Lord Patanjali indica com esse capelo que ele é nosso protetor, desde que destruamos os males escondidos em nós através da espada do yoga, purificando-nos com o Sadhana yóguico.

A serpente de mil cabeças, sahasra sirasam svetam, simboliza que Patanjali nos guia de mil maneiras ao nos mostrar os diversos métodos de prática e abordagens para encontrar a nossa Alma.

A imagem de Patanjali o mostra como metade homem e metade serpente. A parte humana indica a individualidade do homem, uma vez que ele foi dotado de inteligência para usar seus próprios esforços para alcançar o objetivo. A parte da serpente sugere o movimento e a continuidade do Sadhana, que não pode cessar até que o objetivo seja atingido.

Patanjali nos guia a mover-nos como serpentes, intensa e silenciosa e rapidamente pelo caminho do Yoga e a ser tivrasamvegin, o melhor tipo de pupilo. Se você entendeu o significado, ofereça suas preces com uma mente devota para que você saiba o que o sábio Patanjali quis dizer com:  tajjapah tadarthabhavanam, que significa: recite as preces sabia, repetida e devotamente.

Agora deixe-me elencar algumas das qualidades de Patanjali, de acordo com seus trabalhos. Patanjali é uma personalidade imortal e versátil, mestre de conhecimentos distintos com qualidades divinas. Ele é um dharmin, virtuoso e piedoso de fato, um tapasvin, um bhaktin, um sannyasin e praticante devoto. Ele é um artista, um dançarino talentoso, um cientista, um matemático, um astrônomo, um estudante, um físico, um psicólogo, um biólogo, um neurologista, um cirurgião, um habilidoso médico e um educador por excelência. Ele é a encarnação de qualidades gloriosas, no sraddha, virya e vairagya. Ele é um especialista em tempo psicológico e cronológico, bem como um cientista da gravidade. Ele transcende o purusarthas, a saber dharma, artha, kama e moksa, bem como prkritti. Ele possui uma memória insuperável e é altamente versado na natureza e suas funções. Ainda assim, ele permanece um ser puro, um siddhan perfeito, uma alma realizada. Todas essas qualidades inundam a vida de Patanjali.

Isso não é um exagero. Os siddhis mencionados no Vibhuti Pada, relacionam-se a vários aspectos da existência, cosmos, corpo, mente e carregam o selo de sua autêntica e profunda experiência. Deixe-me concluir essa jornada imortal, queridos sadhakas, com um anjali, uma oferta sublime. A fé em nós mesmos deve crescer com a compreensão. Quando o ego começa a se dissolver, os olhos começam a ver a grandeza dos iluminados ensinamentos de um dos pensadores mais originais que já viveu. Nós somos mortais e Patanjali é uma alma imortal. Assim como um rio não retém sua identidade quando se funde com o oceano, permitamo-nos através de nossa prática fundir-nos com o rio da ardente luz do Yoga, repassada a nós pelo Sri Patanjali.

 

Patanjali nos guia a mover-nos como serpentes, intensa e silenciosa e rapidamente pelo caminho do Yoga e a ser tivrasamvegin, o melhor tipo de pupilo.

 

Hari om tat sat.

 

PORQUE VOCALIZAMOS O OM?

Por Krisna Zawaduk

 

Om é uma sílaba sagrada. É chamado de pranava. Om representa divindade; é o som da criação, o som que se produziu quando o universo foi criado. Georg Feuerstein escreveu que “O Om é geralmente identificado como o som primordial que reverbera através do espaço e do tempo nos níveis mais sutis de existência”. Som é vibração e é a origem de toda criação. “Deus está além da vibração”, já dizia B.K.S. Iyengar, “mas a vibração, como forma mais sutil de Sua criação, é o mais próximo que podemos chegar Dele no mundo físico”.

A história do Om é, de fato, longa. Inicialmente, era uma prática secreta e sagrada passada somente de mestre para discípulo oralmente. Desde então, sua importância vem sendo mencionada em várias escrituras tais como os Upanishads, o Bhagavad Gita e os Yoga Sutras de Patanjali.

O Om deve ser vocalizado com seu significado em mente. O som OM deve ressonar dentro de nós e nos levar a introspecção. A vocalização desse mantra tão simples tem um efeito no nosso sistema nervoso e foca nosso ambiente interior. O Om é composto por três partes distintas: A, U e M. Por isso, muitas vezes é soletrado como AUM. Essas partes se referem ao passado, presente e futuro, os estados de lucidez, sonho e sono profundo. Se referem a fala, mente e respiro de vida mais a mãe, pai e preceptor.

Vocalizamos o Om no início da aula para conectar-nos com o Universo, com Deus e com nosso Eu mais elevado. Para desenvolver humildade. Usamos o Om para santificar e purificar nossa prática. Produzimos o som do nosso próprio Om, que se funde ao Om dos demais. Isso é simbólico da nossa conexão com cada um como ser humano.

 

Links com a vocalização do Om:

 

– www.youtube.com/watch?v=ZdukkTAJE0U&feature=related

– www.youtube.com/watch?v=CRj9SFQqwXY&feature=related

– For an interesting listen to the sound of the Big Bang, click this link. (Audio simulation of the sound waves present in the first 760,000 years of the birth of the universe): http://faculty.washington.edu/jcramer/BBSound.html

 

KRISNA ZAWADUK É UMA PROFESSORA EM KELOWNA. ESSE ARTIGO É UMA REEDIÇÃO DO KELOWNA YOGA HOUSE NEWSLETTER, DISPONÍVEL EM:  

www.KelowNayogahouse.org/articles/#omarticle

 


Tradução livre: Ana Paula Vaz dos Santos

Revisão: Roberta Maran

Revisão Final e Publicação: Jonathan Batista

 

Garth McLean no Brasil

Explorações Neuro-Imunológicas para Mobilização com Estabilidade – Workshop com Garth McLean

Garth McLean no BrasilPelo 3º ano consecutivo Garth McLean volta ao Brasil a convite do Estudyo Iyengar Yoga São Paulo! O workshop será em Novembro com o tema: Explorações Neuro-Imunológicas para Mobilização com Estabilidade.

Esse ano marca o centenário de nascimento de B.K.S. Iyengar e Garth lembra a importância de mantermos a fé na prática continuada que traz mais saúde e felicidade para nossas vidas.

Ele cita, numa recente publicação, que: “Se como praticantes nós pudermos colocar nossos medos e dúvidas de lado tempo o suficiente para abrir a porta da possibilidade, nós podemos começar a explorar estratégias de como o Yoga pode aliviar muitos dos sintomas e acalmar nossas preocupações”.

Garth McLean é professor Sênior em Iyengar Yoga residente nos Estados Unidos. Diagnosticado com Esclerose Múltipla em 1996, Garth estava obstinado a reduzir os sintomas de sua enfermidade, assim iniciou sua prática diária de Iyengar Yoga.

Os resultados de sua prática têm sido profundos. Desde 2005, Garth monitora as lesões em seu cérebro através de ressonância magnética e os resultados comparativos vêm se mostrando muito encorajadores.

Apesar de não ser uma cura, o Iyengar Yoga mostrou que a prática diária pode levar à redução no número e intensidade das lesões no sistema nervoso, atenuando os sintomas de doenças neurológicas como a Esclerose Múltipla, Mal de Parkinson, Charcot Marie-Tooth, Artrite Reumatóide, ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) entre outras. Desde então Garth se mantém livre dos sintomas de sua EM sem o uso de medicações.

Com base nos seus resultados Garth fundou o Iyengar Yoga Therapeutics, uma organização sem fins lucrativos dedicada a ajudar pessoas a lidar com suas doenças e condições físicas através da prática terapêutica de Iyengar Yoga.

Além disso, Garth viaja todo o mundo oferecendo workshops sobre os efeitos positivos da prática de yoga sobre condições neurológicas e doenças do sistema nervoso.

Sobre o Workshop

Este workshop mostrará aos praticantes formas de abordar suas condições neurológicas, imunológicas, desafios de mobilidade e restrições para aumentar estabilidade e mobilidade. Algumas condições incluem: Esclerose Múltipla, Mal de Parkinson, Charcot Marie-Tooth, Artrite Reumatóide, ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) entre outras.

Esse workshop mostrará estratégias para guiar a prática de pessoas portadoras de alguma dessas condições sendo também uma oportunidade para aprender como a prática do Iyengar Yoga pode conduzir à um sistema nervoso e imunológico equilibrados.

Informações

Pré-requisito: Nenhum

Local: Estudyo Iyengar Yoga São Paulo

Datas: 2 a 4 de Novembro de 2018

Horário: 9h00 às 12h00 – 14h00 às 17h00

Caso necessário pausas serão feitas, a critério do professor.

Valores:

3 dias Dia avulso
até 31/06 840 340
até 31/07 930 380
após 01/09 1060 440

 

Descontos: Aluno regular da ESIYSP, aluno do Ciclo de Vivências ou Curso de Extensão da FAFE, sócio da ABIY tem 10% de desconto no valor do workshop. Descontos não cumulativos.

Parcelamento: O parcelamento sem acréscimo é possível mediante cheques pré-datados os quais deverão estar quitados até o dia do evento. O parcelamento também é possível via cartão de crédito (PagSeguro) ou boleto bancário, entretanto nesses casos há cobrança da taxa administrativa por parte do PagSeguro.

Material de prática: Cada aluno deve ter um kit de prática composto por: 2 blocos, 2 cintos, 1 mat (tapetinho) e 3 mantas firmes. Caso tenha sua própria cadeira de prática deve trazê-la. Caso precise de orientação quanto aos materiais consulte a organização. Dispomos de poucos kits que poderão ser reservados, envie email para [email protected]

Cancelamento: Será aceito o cancelamento até 30 dias antes do curso, será retido 30% do valor do curso a título compensatório.

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Ásanas e Filosofia Indiana – Reflexões Éticas e Filosóficas nas Práticas de Ásanas

No próximo dia 13 de Abril a professora Analu Matsubara em conjunto com o Prof. Dr. Bruno Garrote estarão oferecendo o encontro:

“Ásanas e Filosofia Indiana – Reflexões Éticas e Filosóficas nas Práticas de Ásanas”

Será uma aula de 2 horas dividida entre a prática de ásanas e uma conversa onde serão abordados os princípios da filosofia indiana que norteiam a prática de ásanas.

O encontro será baseado nos Yoga Sutras de Patanjali e o aforismo tema será:

O objetivo também pode ser atingido por meio da submissão a Ishvara

Sobre os professores

Analu Matsubara

Professora certificada internacionalmente nível Senior pelo Ramamani Iyengar Yoga Institute em Puna, Índia através da Associação Brasileira de Iyengar Yoga.

Seus principais professores: Faeq Biria, Corine Biria, Jordi Marti, Maria de Jesús Lorrio Castro, Kalidas Nuyken.

Bruno Garrote

Doutor em Filosofia e Teoria do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Professor de AcroYoga e Contato Improvisação. Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP.Coordenador Responsável pela Disciplina de cultura e extensão “Corpo e Consciência Jurídica” da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Informações

  • Dia 9 de Março
  • 17h00 às 19h00
  • R$ 80

Faça sua inscrição!

Telefone: 11 94132 7198
Email: [email protected]
Ou pelo formulário abaixo.

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Ásanas e Filosofia Indiana - Reflexões Éticas na prática de ásanas

Workshop com Rita Keller: Iyengar Yoga e Depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 5,8% da população sofre de depressão – um total de 11,5 milhões de brasileiros. O índice é o maior da América Latina e o segundo do continente, atrás apenas dos Estados Unidos, com um índice de 5,9%, equivalente a 17,4 milhões de casos. A depressão é a principal causa de incapacidade laboral no planeta e, nos piores casos, pode levar ao suicídio.

Desde a década de 1970, a meditação, o yoga e outras práticas terapêuticas têm sido estudadas como possíveis tratamentos para a depressão.

Um estudo científico recente da Universidade de Boston (Streeter, 2017) mostrou que  a prática regular de Iyengar Yoga reduz de forma significativa os sintomas da depressão, podendo se tornar um tratamento complementar ou uma alternativa aos antidepressivos.

Rita Keller em Pune, India, 17 Set 2013. Foto por Namas Bhojani

Nascida em 1952, mãe de 4 filhos, e praticante de Yoga desde 1970. Rita foi certificada no nível avançado Júnior em Iyengar Yoga pessoalmente por B.K.S.Iyengar.

Rita é membro fundadora da Associação de Iyengar Yoga da Alemanha, membro do Comitê Técnico de Iyengar Yoga da Alemanha, professora e treinadora de professores, terapeuta coronariana e terapeuta médica, Diretora do Institutos de Iyengar Yoga de Rhein-Ahr em Cologne e Bad Neuenahr e da Academia de Iyengar Yoga de Rhein-Ahr, e Diretora do Samdosha-Ayurveda, sendo terapeuta Ayurvédica desde 1992.

Desde 1990 frequenta o RIMYI em Pune, na Índia, e participa de seminários juntamente com os membros da família Iyengar. Atua como palestrante em diversos eventos internacionais e é autora de inúmeros artigos e livros, tais como “Iyengar Yoga for Motherhood: Safe Practice for Expectant & New Mothers” (Iyengar Yoga para a maternidade: prática segura para gestantes e novas mães), escrito em conjunto com Geeta Iyengar e Kerstin Khattab em 2010 e “Iyengar Yoga in der Menopause” (Iyengar Yoga na Menopausa), escrito em conjunto com Geeta Iyengar, Kerstion Khattab e Dominik Ketz em 2017.

Mensagem de Rita Keller

Workshop com Rita Keller no Brasil

Nos dias 11 a 14 de outubro, Rita Keller vem novamente ao Brasil apresentar um Workshop com o tema Iyengar Yoga e Depressão.

O workshop será ministrado em inglês (com tradução para o português). As aulas são direcionadas a praticantes iniciantes e avançados, a professores de Yoga e a qualquer pessoa interessada (homem ou mulher).

Informações Gerais

  • Pré-requisito: Nenhum
  • Local: Estudyo Iyengar Yoga São Paulo
  • Rua Cel. Oscar Porto 836 – Paraíso, São Paulo, SP
  • Data: 11 a 14 de outubro de 2018
  • Horário: das 8h às 12h e das 14h às 17h30

Valores

2 dias 4 dias
Até 31/07 630 1060
Depois 01/08 700 1170

Descontos:Aluno regular da ESIYSP, aluno do Ciclo de Vivências ou Curso de Extensão da FAFE, sócio da ABIY tem 15% de desconto no valor do workshop.

Parcelamento:O parcelamento sem acréscimo é possível mediante cheques pré-datados os quais deverão estar quitados até o dia do evento. O parcelamento também é possível via cartão de crédito (PagSeguro) ou boleto bancário, entretanto nesses casos há cobrança da taxa administrativa por parte do PagSeguro.

Material de prática:Cada aluno deve ter um kit de prática composto por: 2 blocos, 2 cintos, 1 mat (tapetinho) e 3 mantas firmes. Caso tenha sua própria cadeira de prática deve trazê-la. Caso precise de orientação quanto aos materiais consulte a organização. Dispomos de poucos kits que poderão ser reservados, envie email para [email protected]

Cancelamento:Será aceito o cancelamento até 30 dias antes do curso, será retido 30% do valor do curso a título compensatório.

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108 nomes de Patanjali

Em 2004 BKS Iyengar inaugurou um templo dedicado a Paranjali em Bellur (Sul da Índia), cidade natal de guruji. Uma das coisas mais interessantes desse tempo são as preces aos 108 nomes de Patanjali. O áudio está abaixo, junto com o texto em sânscrito, inglês e português

Bellur logo se tornará um lugar de peregrinação para todos os estudantes de Iyengar Yoga, por conta de sua imensa importância para o nosso amado guruji. É um local tranquilo, sereno e encantado com a graça do Senhor Patanjali e sua filosofia divina do Yoga. Dessa forma a cidade proporciona um das mais perfeitas configurações espirituais para a prática do Yoga.

Áudio por Analu Matsubara

Áudio gravador do templo em Bellur

Om s ́r ̄ımatpatan ̃jalimaha ̄munaye namah. | 1 ||

  1. Salutations to the glorious, great sage Patanjali.


Saudações ao glorioso, grande sábio Patanjali

Om yogivarya ̄ya namah. | 2 ||

2. Salutations to the Best of yog ̄ıs.

Saudações ao melhor dos Yogis.

Om yogopades ́aka ̄ya namah. | 3 ||

3. Salutations to the Teacher of yoga.

Saudações ao professor do yoga.

Om yogapadavya ̄khya ̄tre namah. | 4 ||

4. Salutations to the Expounder of the state of yoga.

Saudações àquele que expande o estado de yoga.

Om v.rttibhedabodhaka ̄ya namah. | 5 ||

5. Salutations to the Teacher of the different modes (of the mind).

Saudações ao Professor dos diferentes estados (da mente).

Om  ̄ıs ́varapran. ihitacitta ̄ya namah. | 6 ||

6. Salutations to the One whose mind is fixed upon  ̄Isvara.

Saudações para a pessoa cuja mente é corrigida sobre Ìsvara.

Om pran. avopa ̄saka ̄ya namah. | 7 ||

7. Salutations to the One who worships pran. ava (Om).

Saudações àquele que adora pranava (Om).

Om pran. avatattvadars ́ine namah. | 8 ||

8. Salutations to the One who shows the true nature of pran. ava (Om).

Saudações àquele que mostra a verdadeira natureza do pranava (Om).

Om japavidha ̄yine namah. | 9 ||

9. Salutations to the One who performs japa.

Saudações àquele que executa o japa.

Om yogasa ̄dhanopades ́aka ̄ya namah. | 10 ||

10. Salutations to the Teacher of the spiritual practices of yoga.

Saudações ao Professor das práticas espirituais do yoga.

Om s ́abdatattvapraka ̄s ́aka ̄ya namah. | 11 ||

11. Salutations to the One who illuminates the true nature of words.

Saudações àquele que ilumina a verdadeira natureza das palavras.

Om s ́abdavidya ̄phalavaktre namah. | 12 ||

12. Salutations to the Expounder of the fruit of the knowledge of words (grammar).

Saudações àquele que expande o fruto do conhecimento das palavras (gramática).

Om va ̄gyogavide namah. | 13 ||

  1. Salutations to the One who knows the yoga of speech.

Saudações àquele que conhece o yoga do discurso.

Om s ́rutyartha ̄nugra ̄haka ̄ya namah. | 14 ||

14. Salutations to One who furthers (our understanding) of the meaning of the Vedic scriptures.

Saudações àquele que promove (o entendimento) do significado das escrituras védicas.

Om su ̄trava ̄kya ̄rthasetave namah. | 15 ||

15. Salutations to the Bridge to the meaning of the sentences of the su ̄tras.

Saudações àquele que promove (o entendimento) do significado das escrituras védicas.

Om dharmaniyama ̄vagamaka ̄ya namah. | 16 ||

16. Salutations to the One who teaches the restrictions of dharma.

Saudações àquele que ensina as restrições do dharma.

Om s ́abdopalabdhidars ́aka ̄ya namah. | 17 ||

17. Salutations to the One who shows how to understand words.

Saudações àquele que mostra como entender as palavras.

Om d.rs.t.a ̄ntopakalpaka ̄ya namah. | 18 ||

18. Salutations to the One who makes use of examples.

Saudações àquele que faz uso de exemplos.

Om nya ̄yakadamba ̄khya ̄tre namah. | 19 ||

19. Salutations to the One who describes a multitude of ways.

Saudações àquele que descreve uma multiplicidade de maneiras.

Om su ̄tra ̄ks.aramarmavide namah. | 20 ||

20. Salutations to the One who knows the hidden meaning of the letters of the sutras.

Saudações àquele que conhece o significado oculto das letras dos sutras.

Om a ̄yurvidya ̄des ́ika ̄ya namah. | 21 ||

21. Salutations to the Teacher of medical science.

Saudações ao Professor de ciência médica.

Om kles ́apan ̃cakavidu ̄ra ̄ya namah. | 22 ||

22. Salutations to One who is free from the five afflictions.

Saudações àquele que está livre das cinco aflições.

Om avidya ̄padas ́odhaka ̄ya namah. | 23 ||

23. Salutations to the One who purifies (removes) the state of ignorance.

Saudações àquele que purifica (elimina) o estado de ignorância.

Om karmaphalaniv.rttyai namah. | 24 ||

24. Salutations to the One who is free from the fruit of action.

Saudações àquele que é livre do fruto da ação.

Om heyopa ̄deyajn ̃a ̄tre namah. | 25 ||

25. Salutations to the One who knows what is to be avoided and what is to be accepted.

Saudações àquele que sabe o que deve ser evitado e o que deve ser aceito.

Om yoga ̄n ̇gopades ́aka ̄ya namah. | 26 ||

26. Salutations to the Teacher of the limbs of yoga.

Saudações ao Professor dos membros do yoga.

Om yoga ̄n ̇gaphalavaktre namah. | 27 ||

  1. Salutations to the Expounder of the fruits of the limbs of yoga.

Saudações àquele que expande os frutos dos membros do yoga.

Om yogasa ̄dhanasandes ́a ̄ya namah. | 28 ||

28. Salutations to the One who gives directions for the spiritual practices of yoga.

Saudações àquele que dá instruções para as práticas espirituais do yoga.

Om yogapatha ̄nuv.rtta ̄ya namah. | 29 ||

29. Salutations to the One who follows the path of yoga.

Saudações àquele que segue o caminho do yoga.

Om yog ̄ıs ́vara ̄ya namah. | 30 ||

30. Salutations to the Lord of yog ̄ıs.

Saudações ao Senhor do yoga.

Om va ̄gdos.avide namah. | 31 ||

31. Salutations to the One who knows the deficiencies of speech.

Saudações àquele que conhece as deficiências da fala.

Om pa ̄n. inya ̄hitabha ̄va ̄ya namah. | 32 ||

32. Salutations to the One whose affection is placed in Pa ̄n.ini.

Saudações para a pessoa cujo carinho é colocado em Pa ̄n.ini.

Om lokabha ̄s.an.avidus.e namah. | 33||

33. Salutations to the One who knows worldly (laukika as opposed to vaidika) speech.

Saudações àquele que conhece o discurso mundano (laukika em oposição ao vaidika).

Om s ́rutyartha ̄bhidha ̄tre namah. | 34 ||

  1. Salutations to the Expounder of the meaning of the Vedic scriptures.

Saudações àquele que expande o significado das escrituras védicas.

Om s ́abdalaks.an.avaktre namah. | 35||

  1. Salutations to the Expounder of the characteristics of words.

Saudações àquele que expande as características das palavras.

Om gurula ̄ghavavide namah. | 36 ||

  1. Salutations to the One who knows about heavy and light (syllables).

Saudações àquele que conhece sobre o pesado e o leve (sílabas).

Om sarva´s a ̄ghava-vide namah. |37||

  1. Salutations to the One who exponds the aphorisms (of Panini).

Saudações àquele que responde os aforismos de Panini.

Om su ̄travivecaka ̄ya namah. | 38 ||

  1. Salutations to the One who investigates the su ̄tras.

Saudações àquele que investiga os sutras.

Om s ́abdagranthopaj ̄ıvya ̄ya namah. | 39 ||

  1. Salutations to the One whose profession is the binding of words (grammar).

Saudações para a pessoa cuja profissão é a ligação das palavras (gramática).

Om aks.ara ̄nuvya ̄khya ̄tre namah. | 40 ||

  1. Salutations to the Expounder of letters.

Saudações àquele que expande as letras.

Om su ̄tra ̄narthakyanira ̄kartre namah. | 41 ||

  1. Salutations to the One who refutes the uselessness of the su ̄tras.

Saudações àquele que refuta a inutilidade dos sutras.

Om vis ́es.apratipattihetudars ́ine namah. | 42 ||

  1. Salutations to the One who shows the reason for special attainments.

Saudações àquele que mostra o motivo de certas conquistas.

Om padasambandhajn ̃a ̄ya namah. | 43 ||

  1. Salutations to the One who knows how to connect words together.

Saudações àquele que sabe como conectar as palavras.

Om bahukalpapradars ́aka ̄ya namah. | 44 ||

44. Salutations to the One who shows many sides of an argument.

Saudações àquele que mostra muitos lados de um argumento.

Om sarvalaks.ya ̄bhijn ̃a ̄ya namah. | 45 ||

  1. Salutations to the One who know all characterized objects.

Saudações àquele que conhece todos os objetos caracterizados.

Om va ̄kya ̄s ́ayavarn. anapara ̄ya namah. | 46 ||

  1. Salutations to the One who is best at coloring (describing) the meaning of sentences.

Saudações àquele que é o melhor em colorir (descrevendo) o significado de frases.

Om sahasrajihva ̄ya namah. | 47 ||

  1. Salutations to the One with a thousand tongues

Saudações àquele com mil línguas.

Om a ̄dis ́es.a ̄vata ̄ra ̄ya namah. | 48 ||

  1. Salutations to the Incarnation of A ̄dis ́es.a.

Saudações a encarnação de Adishesha.

Om vica ̄radha ̄ra ̄dhara ̄ya namah. | 49 ||

49. Salutations to the One who sustains a torrent of investigation.

Saudações àquele que sustenta uma torrente de investigação.

Om s ́abda ̄rthabheda ̄bhedadars ́ine namah. | 50 ||

  1. Salutations to the One who shows that words and objects are separate and the same.

Saudações àquele que mostra que as palavras e os objetos são separados e são os mesmos.

Om sama ̄dhibhedabh.rte namah. | 51 ||

  1. Salutations to the One who experiences the different kinds of sama ̄dhi.

Saudações àquele que experimenta os diferentes tipos de samadhi.

Om pras ́a ̄ntasiddhida ̄yaka ̄ya namah. | 52 ||

  1. Salutations to the Bestower of tranquility and perfection.

Saudações àquele que sustenta a tranquilidade e a perfeição.

Om cittaika ̄grata ̄parin. a ̄mavaktre namah. | 53 ||

  1. Salutations to the Expounder of the development of one pointedness of mind.

Saudações àquele que expande o desenvolvimento de uma correta concentração.

Om adhya ̄sabhedaniru ̄paka ̄ya namah. | 54 ||

  1. Salutations to the Observer of the different kinds of adhya ̄sa (superimposition, mistaking one thing for another).

Saudações ao Observador dos diferentes tipos de adhyasa (sobreposição, confundindo uma coisa por outra).

Om yogabhedopab.rm. haka ̄ya namah. | 55 ||

55. Salutations to the Promoter of the different kinds of yoga.

Saudações a que promove os diferentes tipos de yoga.

Omyogavibhu ̄tayenamah. |56||

  1. Salutations to the One in whom yoga has manifested.

Saudações àquele em quem o yoga se manifestou.

Om yogasopa ̄nakalpaka ̄ya namah. | 57 ||

  1. Salutations to the One who standardized the steps of yoga.

Saudações àquele que padronizou as etapas do Yoga.

Om an. ima ̄disiddhida ̄ya namah. | 58 ||

  1. Salutations to him who bestows superhuman powers.

Saudações àquele que concede poderes sobre humanos.

Om kaivalyapathadars ́ine namah. | 59 ||

59. Salutations to the One who shows the path to liberation.

Saudações àquele que mostra o caminho para a libertação.

Om vaira ̄gyahetubodhaka ̄ya namah. | 60 ||

  1. Salutations to the Teacher of the cause of non-attachment.

Saudações ao Professor da causa do desapego.

Om munis ́res.t.ha ̄ya namah. | 61 ||

61. Salutations to the Best of sages.

Saudações ao melhor dos sábios.

Om munivandita ̄ya namah. | 62 ||

  1. Salutations to the One who is praised by sages.

Saudações àquele que é louvado pelos sábios.

Om dos.atraya ̄pahartre namah. | 63 ||

63. Salutations to the Remover of the three kinds of impurity (of mind, speech, and body).

Saudações ao Removedor dos três tipos de impureza (de mente, fala e corpo).

Om gonard ̄ıya ̄ya namah. | 64 ||

64. Salutations to the Native of Gonarda.

Saudações ao nativo de Gonarda.

Om gon. ika ̄putra ̄ya namah. | 65 ||

  1. Salutations to the Son of Gon.ika ̄.

Saudações ao Filho de Gonika.

Omyogasu ̄trak.rtenamah. |66||

  1. Salutations to the One who made the Yoga Su ̄tras.

Saudações àquele que fez o Yoga Sutras.

Om maha ̄bha ̄s.yanirma ̄tre namah. | 67 ||

  1. Salutations to the One who created the Maha ̄bha ̄s.ya (“Great Commentary” on the As.t.a ̄dhya ̄y ̄ı of Pa ̄n.ini).

Saudações àquele que criou o Mahabhasya.

Om vaidyas ́a ̄strapravartaka ̄ya namah. | 68 ||

68. Salutations to the Author of the scripture of medical science.

Saudações ao autor da escritura da ciência médica.

Om vya ̄khya ̄nipun. a ̄ya namah. | 69 ||

  1. Salutations to the One who is skilled in explanation.

Saudações àquele que é hábil em explicações.

Om yogigamya ̄ya namah. | 70 ||

  1. Salutations to the One who is accessible to yog ̄ıs.

Saudações àquele que é acessível aos yogis.

Om akhan. d. a ̄rthavide namah. | 71 ||

  1. Salutations to the One who knows the entire meaning.

Saudações àquele que conhece todo o significado.

Om kriya ̄svaru ̄pabodhaka ̄ya namah. | 72 ||

72. Salutations to the Teacher of the true nature of action.

Saudações ao Professor da verdadeira natureza da ação.

Om sa ̄m. khyatattvavide namah. | 73 ||

  1. Salutations to the One who knows the principles of Sa ̄m. khya philosophy.

Saudações àquele que conhece os princípios da filosofia Sankhya.

Om ka ̄lavibha ̄gadars ́aka ̄ya namah. | 74 ||

  1. Salutations to the One who shows the divisions of time.

Saudações àquele que mostra as divisões do tempo.

Om su ̄ks.maka ̄lavedine namah. | 75 ||

  1. Salutations to the Knower of subtle (measures of) time.

Saudações ao conhecedor das sutis (medidas do) tempo).

Om ka ̄rakapadavya ̄khya ̄tre namah. | 76 ||

  1. Salutations to the Expounder of ka ̄raka (grammatical classification of agent, object, etc.)

Saudações aquele que expande o karaka (classificação gramatical de agente, objeto, etc.)

Om dravyapadanirva ̄caka ̄ya namah. | 77 ||

  1. Salutations to the One who explains dravya (aggregate of properties, substance) words.

Saudações àquele que explica as palavras dravya (agregado de propriedades, substância).

Om sphot.abheda ̄bhidha ̄yine namah. | 78 ||

  1. Salutations to the One who explains the distinctions of sphot.a (eternal, unchanging quality of sound).

Saudações àquele que explica as distinções de sphota (qualidade de som eterna e imutável).

Om s ́abdagun. avaktre namah. | 79 ||

  1. Salutations to the Expounder of the qualities of words.

Saudações àquele que expande as qualidades das palavras.

Om dhvanibhedadars ́aka ̄ya namah. | 80 ||

  1. Salutations to the One who shows the different kinds of sounds.

Saudações àquele que mostra os diferentes tipos de sons.

Om kun. idars ́ana ̄s ́rita ̄ya namah. | 81 ||

  1. Salutations to the One who makes use of the observations of Kun. 

Saudações àquele que faz uso das observações de Kun.

Om vidhinipa ̄ta ̄rthavaktre namah. | 82 ||

  1. Salutations to the Expounder of the meaning of rules and exceptions.

Saudações àquele que expande o significado de regras e exceções.

Om su ̄ks.mavica ̄ras ́ ̄ıla ̄ya namah. | 83 ||

  1. Salutations to the One who practices subtle investigation.

Saudações àquele que pratica uma investigação sutil.

Om lokava ̄kyavis ́a ̄rada ̄ya namah. | 84 ||

  1. Salutations to the One who is skilled in worldly (laukika as opposed to vaidika) speech.

Saudações àquele que é hábil no discurso mundano (laukika em oposição ao vaidika).

Om lokavandita ̄ya namah. | 85 ||

  1. Salutations to the One who is praised by the world.

Saudações àquele que é louvado pelo mundo.

Om dhya ̄namagna ̄ya namah. | 86 ||

  1. Salutations to the One who is immersed in meditation.

Saudações àquele que está imerso na meditação.

Om prasannacitta ̄ya namah. | 87 ||

  1. Salutations to the One with a tranquil mind.

Saudações àquele com uma mente tranquila.

Om prasannavadana ̄ya namah. | 88 ||

  1. Salutations to the One with a tranquil face.

Saudações àquele com uma face tranquila.

Om prasannavapus.e namah. | 89 ||

  1. Salutations to the One with a tranquil form.

Saudações àquele com uma forma tranquila.

Om pu ̄ta ̄ntah.karan.a ̄ya namah. | 90||

  1. Salutations to the One with a pure heart.

Saudações àquele com um coração puro.

Om kaivalyadars ́ine namah. | 91 ||

  1. Salutations to the One who has found liberation.

Saudações àquele que encontrou a libertação.

Om siddhibhedadars ́ine namah. | 92 ||

  1. Salutations to the One who shows the different kinds of siddhis.

Saudações àquele que mostra os diferentes tipos de siddhis.

Om dhya ̄nasvaru ̄pa ̄bhidha ̄yaka ̄ya namah. | 93 ||

  1. Salutations to the Expounder of the true nature of meditation.

Saudações àquele que expande a verdadeira natureza da meditação.

Om cittasan ̇karavidu ̄ra ̄ya namah. | 94 ||

  1. Salutations to the One who is free of confusion of mind.

Saudações àquele que está livre de confusão de espírito.

Om cittaprasa ̄danadars ́aka ̄ya namah. | 95 ||

  1. Salutations to the One who shows how to calm the mind.

Saudações àquele que mostra como acalmar a mente.

Om yogapat.ala ̄bhidha ̄tre namah. | 96 ||

  1. Salutations to the Expounder of the veil of yoga.

Saudações àquele que expande o véu do Yoga.

Om kles ́akarmanivartaka ̄ya namah. | 97 ||

  1. Salutations to the One who removes afflictions and (the impressions of) actions.

Saudações àquele que remove aflições e (as impressões de) ações.

Om svaru ̄pasthita ̄ya namah. | 98 ||

98. Salutations to the One who is established in his own true nature.

Saudações àquele que está estabelecido em sua própria natureza verdadeira.

Om paramaka ̄run. ika ̄ya namah. | 99 ||

  1. Salutations to the supremely compassionate One.

Saudações àquele que é surpreendentemente compassivo.

Om vivekakhya ̄taye namah. | 100 ||

  1. Salutations to One with knowledge of discrimination.

Saudações àquele com conhecimento de discriminação.

Om mahars.aye namah. | 101 ||

  1. Salutations to the Great R. s.i.

Saudações ao grande R. s.i.

Om maha ̄yogine namah. | 102 ||

  1. Salutations to the Great Yog ̄ı.

Saudações ao Grande Yogui.

Om moks.apathadars ́aka ̄ya namah. | 103 ||

  1. Salutations to the One who shows the path to liberation.

Saudações àquele que mostra o caminho para a libertação.

Om mumuks.ujanavandita ̄ya namah. | 104 ||

  1. Salutations to the One who is praised by people who desire liberation.

Saudações àquele que é louvado por pessoas que desejam a libertação.

Om amoghaphalada ̄tre namah. | 105 ||

  1. Salutations to the Bestower of unfailing fruit.

Saudações àquele que sustenta o fruto infalível.

Om natajanavatsala ̄ya namah. | 106 ||

  1. Salutations to the One who is kind to the people who are bowed.

Saudações àquele que é gentil com as pessoas que estão curvadas.

Om trikaran. as ́uddhida ̄ya namah. | 107 ||

  1. Salutations to the Bestower of purity in the three actions (thought, word, and deed).

Saudações àquele que sustenta a pureza nas três ações (pensamento, palavra e escritura).

Om maha ̄yog ̄ıs ́vares ́vara ̄ya namah. | 108 ||

  1. Salutations to the great, supreme Lord.

Saudações ao grande e supremo Senhor.

Referências:

The 108 Names of Patanjali (the Fore Father of All Yoga)


https://www.iyengaryoga.in/108_names_patanjali_6.htm

Tradução: Roberta Maran
Revisão: Jonathan Batista

Workshop com Rita Keller: Iyengar Yoga e Depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, cerca de 5,8% da população sofre de depressão – um total de 11,5 milhões de brasileiros. O índice é o maior da América Latina e o segundo do continente, atrás apenas dos Estados Unidos, com um índice de 5,9%, equivalente a 17,4 milhões de casos. A depressão é a principal causa de incapacidade laboral no planeta e, nos piores casos, pode levar ao suicídio.

Desde a década de 1970, a meditação, o yoga e outras práticas terapêuticas têm sido estudadas como possíveis tratamentos para a depressão.

Um estudo científico recente da Universidade de Boston (Streeter, 2017) mostrou que  a prática regular de Iyengar Yoga reduz de forma significativa os sintomas da depressão, podendo se tornar um tratamento complementar ou uma alternativa aos antidepressivos.

Rita Keller em Pune, India, 17 Set 2013. Foto por Namas Bhojani

Nascida em 1952, mãe de 4 filhos, e praticante de Yoga desde 1970. Rita foi certificada no nível avançado Júnior em Iyengar Yoga pessoalmente por B.K.S.Iyengar.

Rita é membro fundadora da Associação de Iyengar Yoga da Alemanha, membro do Comitê Técnico de Iyengar Yoga da Alemanha, professora e treinadora de professores, terapeuta coronariana e terapeuta médica, Diretora do Institutos de Iyengar Yoga de Rhein-Ahr em Cologne e Bad Neuenahr e da Academia de Iyengar Yoga de Rhein-Ahr, e Diretora do Samdosha-Ayurveda, sendo terapeuta Ayurvédica desde 1992.

Desde 1990 frequenta o RIMYI em Pune, na Índia, e participa de seminários juntamente com os membros da família Iyengar. Atua como palestrante em diversos eventos internacionais e é autora de inúmeros artigos e livros, tais como “Iyengar Yoga for Motherhood: Safe Practice for Expectant & New Mothers” (Iyengar Yoga para a maternidade: prática segura para gestantes e novas mães), escrito em conjunto com Geeta Iyengar e Kerstin Khattab em 2010 e “Iyengar Yoga in der Menopause” (Iyengar Yoga na Menopausa), escrito em conjunto com Geeta Iyengar, Kerstion Khattab e Dominik Ketz em 2017.

Mensagem de Rita Keller

Workshop com Rita Keller no Brasil

Nos dias 11 a 14 de outubro, Rita Keller vem novamente ao Brasil apresentar um Workshop com o tema Iyengar Yoga e Depressão.

O workshop será ministrado em inglês (com tradução para o português). As aulas são direcionadas a praticantes iniciantes e avançados, a professores de Yoga e a qualquer pessoa interessada (homem ou mulher).

Informações Gerais

  • Pré-requisito: Nenhum
  • Local: Estudyo Iyengar Yoga São Paulo
  • Rua Cel. Oscar Porto 836 – Paraíso, São Paulo, SP
  • Data: 11 a 14 de outubro de 2018
  • Horário: das 8h às 12h e das 14h às 17h30
  • Valores: 2 dias – R$ 570 até dia 30/março, R$ 680 depois de 30 de março
  • 4 dias – R$ 960 até dia 30/março, R$ 1140 depois de 30 de março

Valores

2 dias 4 dias
Até 31/05 570 960
Até 31/07 630 1060
Depois 01/08 700 1170

Descontos:Aluno regular da ESIYSP, aluno do Ciclo de Vivências ou Curso de Extensão da FAFE, sócio da ABIY tem 15% de desconto no valor do workshop.

Parcelamento:O parcelamento sem acréscimo é possível mediante cheques pré-datados os quais deverão estar quitados até o dia do evento. O parcelamento também é possível via cartão de crédito (PagSeguro) ou boleto bancário, entretanto nesses casos há cobrança da taxa administrativa por parte do PagSeguro.

Material de prática:Cada aluno deve ter um kit de prática composto por: 2 blocos, 2 cintos, 1 mat (tapetinho) e 3 mantas firmes. Caso tenha sua própria cadeira de prática deve trazê-la. Caso precise de orientação quanto aos materiais consulte a organização. Dispomos de poucos kits que poderão ser reservados, envie email para [email protected]

Cancelamento:Será aceito o cancelamento até 30 dias antes do curso, será retido 30% do valor do curso a título compensatório.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

Trabalho da ESIYSP no Congresso Internacional de Práticas Integrativas

O Ministério da Saúde está promovendo o I CONGRESSO INTERNACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES E SAÚDE PÚBLICA e o III CONGRESSO INTERNACIONAL DE AYURVEDA, que será realizado nos dias 12 a 15 de março de 2018, no Rio de Janeiro. Esse evento visa constituir fóruns de discussão internacional para integração e troca de experiências entre os profissionais e gestores das diversas práticas integrativas, tanto do Brasil como de outros países. O objetivo é ampliar o debate sobre a utilização e propagação dessas práticas nos Sistemas Nacionais de Saúde, aprofundar os conhecimentos e discutir os avanços das incorporações das práticas integrativas e complementares.

Foram mais de 1500 submissões de trabalhos e somente 300 aceitos. O estudo da ESIYSP intitulado: “Iyengar Yoga no manejo de doenças crônicas – relato de experiências em aulas regulares e workshops” foi aceito no congresso e ainda foi selecionado para apresentação oral na plenária!

Nós estamos muito felizes com o trabalho pois estamos levando o Iyengar Yoga para além da comunidade de praticantes, colocando o nosso querido método em destaque no meio das políticas públicas de saúde integrativa. O trabalho foi desenvolvido pela Professora Analu Matsubara, pelo Dr. Ricardo Monezi e por Jonathan Batista no âmbito das atividades do Estudyo Iyengar Yoga São Paulo.

Alegria!

Ásanas e Filosofia Indiana - Reflexões Éticas na prática de ásanas

Ásanas e Filosofia Indiana – Reflexões Éticas e Filosóficas nas Práticas de Ásanas

No próximo dia 9 de Março a professora Analu Matsubara em conjunto com o Prof. Dr. Bruno Garrote estarão oferecendo o encontro:

“Ásanas e Filosofia Indiana – Reflexões Éticas e Filosóficas nas Práticas de Ásanas”

Será uma aula de 2 horas dividida entre a prática de ásanas e uma conversa onde serão abordados os princípios da filosofia indiana que norteiam a prática de ásanas. O texto-base utilizado será o Yoga Sutras de Patanjali.

Sobre os professores

Analu Matsubara

Professora certificada internacionalmente nível Senior pelo Ramamani Iyengar Yoga Institute em Puna, Índia através da Associação Brasileira de Iyengar Yoga.

Seus principais professores: Faeq Biria, Corine Biria, Jordi Marti, Maria de Jesús Lorrio Castro, Kalidas Nuyken.

Bruno Garrote

Doutor em Filosofia e Teoria do Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Professor de AcroYoga e Contato Improvisação. Mestre em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP.Coordenador Responsável pela Disciplina de cultura e extensão “Corpo e Consciência Jurídica” da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Informações

  • Dia 9 de Março
  • 17h00 às 19h00
  • R$ 80

Faça sua inscrição!

Telefone: 11 94132 7198
Email: [email protected]
Ou pelo formulário abaixo.

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Ásanas e Filosofia Indiana - Reflexões Éticas na prática de ásanas

Ásanas e Filosofia Indiana - Reflexões Éticas na prática de ásanas

Yogi Zain na Folha de São Paulo – Yoga para presidiários

Quando esteve no Brasil para seu Workshop no Estudyo Iyengar Yoga São Paulo, o querido Yogi Zain concedeu um entrevista à Folha de São Paulo falando sobre seu trabalho voluntário ensinando o Yoga para presidiários.

Yogi Zain em entrevista à Folha de São Paulo - Yoga para presidiários

Confira alguns trechos da entrevista

Entramos em uma sala sem câmaras de segurança nem guardas, só eu, James e uns 15 detentos. De repente, James me disse que tinha que resolver algo e simplesmente me deixou sozinho com os caras. Eles perceberam o meu medo e disseram, “hei, somos legais, não se preocupe”.”

Já me perguntaram por que ensino pessoas que foram assassinos, ladrões. Mas, quando um médico recebe um paciente com problemas cardíacos, não pergunta se ele é uma boa pessoa, mas o que vai fazer para tratar o coração desse paciente.”

Tive dois alunos que nunca tiravam os sapatos porque essa era uma regra da gangue deles, então deixei eles fazerem as aulas calçados. Também, dependendo do dia, eu não posso entrar usando roupas de determinadas cores.”

Uma vez, eu disse para um guarda que a cada semana havia uma regra diferente, eu não conseguia me acostumar, e ele respondeu: “Você não gostaria de se acostumar com este lugar”. Quando ouço uma coisa dessas, sonho com o dia em que as aulas de ioga sejam oferecidas também aos agentes penitenciários”

“Relaxe” é sempre bom. Liberdade é uma palavra ótima, e a ioga usa várias expressões como libertar a si mesmo, sentir a liberdade em seu peito. Eles adoram ouvir essas coisas.”

De três a seis meses. Se eles continuam frequentando as aulas, e a maioria continua, só saem quando acabam de cumprir a pena. É um bom motivo para perder um aluno.”

 

Colocando o aluno no caminho do yoga pelo yoga terapêutico

É tentador listar aqui todas as maravilhas que podemos alcançar com o yoga terapêutico – o que ele pode curar, acalmar e aliviar – e eu sei que existe muito interesse nesse assunto. O Yoga Terapêutico muitas vezes é visto e entendido somente com um viés de doenças físicas, mas pensei em levar essa conversa para um lado que eu espero seja mais interessante e demonstre que a terapêutica, de fato, beneficia a todos nós no Iyengar Yoga — tanto professores como alunos e pacientes.

Uma aula terapêutica em geral é vista como uma aula para pessoas que não podem ou não devem frequentar aulas normais. Essas pessoas chegam com diversas doenças, complicações e dificuldades e são direcionadas para aulas terapêuticas. Não são vistas como aulas de “yoga de verdade”, mas algo que se oferece para que essas pessoas possam acessar. Na realidade essas pessoas que vão as aulas terapêuticas estão sendo apresentadas para o Yoga da forma que todos nós deveríamos praticá-lo.

Desde o início a prática dessas pessoas preenche os objetivos do Yoga (vide Yoga Sutras I.2, 3, 4, 5 e II.1). Para eles é imperativo que seja assim, para reduzir sofrimento e parar com as instabilidades da consciência. (Por consciência quero dizer toda a manifestação de consciência, os órgãos de ação, senso de percepção, elementos e tanmatras, mente, inteligência, consciência do “eu” e sensibilidades introspectivas.) Dentro de uma aula de yoga terapêutico tudo isso é alcançado através da implementação da prudência, retificações, extensões, equilíbrio, alinhamento e integração. Todas essas qualidades estão presentes no sadhana (prática) apresentado ao paciente. Assim como todos os praticantes, depois de dar os primeiros passos no caminho yoguico, ele ou ela terá uma longa jornada a completar, mas já está, felizmente, posicionado(a) no caminho.

A outra pessoa envolvida no processo é o professor de Yoga. Enquanto formadora de instrutores, eu percebi a importância do papel do yoga terapêutico no Iyengar Yoga. Eu treino os professores para que sejam não só instrutores de aulas, ainda que ministrar boas aulas de maneira efetiva e com alta qualidade seja um ótimo serviço, mas os treino para que guiem seus estudantes e pacientes no caminho, para que despertem para o conteúdo interno: respiração, órgãos, energia e mente. Para despertá-los através da abordagem crítica correta de Yoga asanas e pranayama. Tudo deve funcionar bem ou os resultados terão impactos imediatos no paciente já debilitado e perturbado.

Através de upaya-kausalam — habilidosamente significa em técnica liberativa — na situação terapêutica, o professor e o aluno irão de forma conjunta aproximar-se cada vez mais do verdadeiro objetivo do yoga, cada um aprendendo e se beneficiando com o outro. Pela necessidade do paciente em proceder de forma hábil para corrigir os fatores internos de distúrbio e com a devida orientação do professor ambos se aproximarão da verdadeira prática.

Essa experiência compartilhada é um dos resultados de uma abordagem terapêutica do Iyengar Yoga. Em qualquer aula terapêutica as pessoas devem trabalhar juntas. É um trabalho duro e muitas vezes são necessários assistentes. É uma atividade em grupo. Para que aprendam, eu encorajo os professores a re-praticarem em conjunto aquilo que ensino em meus workshops. Muitas vezes os professores retornam com feedbacks positivos de como essa atividade foi útil e como cada um deles se lembrou de um aspecto diferente do trabalho. Revisar em conjunto permite um entendimento mais amplo do que o paciente/estudante experiencia. Essa forma de ensino foge do modelo tradicional de ensinar yoga e veio do aprendizado da minha experiência.

Muitos professores aprendem de outros professores e começam a ministrar aulas por conta própria. Frequentemente no ocidente os novos professores abandonam seus professores para embarcar em uma carreira de professorado, afastando-se da riqueza do aprendizado constante. Aqui, estudando a terapêutica, os professores retornam outra vez a rotina de aprender. Eles aprendem um com o outro e compartilham informações, anotações e experiências. Esse compartilhamento ocorre porque a terapêutica como um estudo não é conduzida com um professor isolado em uma plataforma. Todos devem trabalhar juntos. Não existe “isolamento” no aprendizado ou ensino da terapêutica, ainda que nos níveis mais avançados. Ao invés disso, é um processo de entrega aos outros, incansavelmente, como vemos nosso próprio Guru fazer. O professor e o aluno irão de forma conjunta aproximar-se cada vez mais do verdadeiro objetivo do yoga, cada um aprendendo e se beneficiando com o outro.

Richard Jonas: Você falaria mais sobre seu comentário de que “O yoga Terapêutico é na verdade Iyengar Yoga.”
Stephanie Quirk: Frequentemente o Yoga Terapêutico vem disfarçado de terapia alternativa de saúde, dentro das linhas do modelo médico. É aclamado pelas doenças e males que pode curar. O professor pode cair no erro de se esconder atrás do papel de clínico. Essa forma de ver tende a fazer com que os professores busquem somente por listas de sequencias de asanas e props a serem utilizados. É como querer uma receita para curar uma doença. Entretanto, para o professor isso não funciona. Os professores não são médicos, eles são praticantes de yoga. Frequentemente eu tenho que lembrá-los de olhar para seus próprios anos de estudo como praticantes.

A terapêutica não é uma especialidade separada. Não existe aqui é yoga, ali é terapêutica. Terapêutica não é um outro método clínico – esse tipo de ideia é de fato um dos maiores inimigos dos professores. Muitos tentam fazer com que a terapêutica adeque-se a esses modelos, mas de fato é a abordagem do yoga que melhor serve ao yoga. Eu tento fazer com que os professores olhem para suas próprias práticas e encontrem a direção de dentro do yoga.

Para começar, os professores devem parar de pensar no que o Sutra II.16, heyam duhkham anagatham implica— sua mensagem e o que ela quer dizer! Esse Sutra implica em uma reviravolta radical nas ações e comportamento de uma pessoa, dentro e fora da prática. Se o sofrimento pode ou deve ser evitado, o que deve mudar na maneira que as coisas são agora? Para ser honesta, realmente assumir esse único e aparentemente simples Yoga Sutra requer coragem, fé, determinação e uma abordagem aberta e positiva disposta a adaptar-se, aprender e absorver. Tudo deve mudar e isso é tão verdadeiro para um paciente que está sofrendo.

E depois temos Abhyasa e Vairagya. Nenhum outro método de saúde alternativa tem isso. Seu trabalho como professor de yoga não é ser o médico, enfermeiro ou psiquiatra de alguém. O seu trabalho é colocar o paciente ou estudante no caminho do Yoga. Eles devem tornar-se seguidores e praticantes se eles querem finalmente erradicar todos os traços das coisas que os perturbam (dosha). Abhyasa (prática) e Vairagya (desapego) estão no centro de tudo que o praticante deve aceitar. São as bases irredutíveis sobre as quais o yoga se baseia e o que separa o caminho yoguico de outras terapias alternativas.

Terapêutica não é uma especialidade separada. Não existe yoga aqui e Terapêutica lá. Outro aspecto que define o yoga terapêutico como Iyengar Yoga é “técnica e precisão ou técnica aplicada com precisão”. Juntamente com a técnica apropriada para as condições do paciente, devemos encontrar a precisão no asana específico para aquela condição. Encontrar essa precisão também significa encontrar o que está faltando no asana. Nós devemos estabelecer o que é óbvio, visível e executável, assim como o que está oculto e dormente. Devemos observar onde há vida e onde há dormência. Devemos conhecer o asana e, através da observação da execução do mesmo pelo paciente, determinar: este asana é integrativo ou desintegrativo? Como ele afeta todas as camadas (kosas) de forma geral e como ele alcança a perturbação de forma específica? Esses conceitos parecem abstratos, mas eles podem ser direcionados pela técnica que todos aprendemos, com precisão e sutileza crescentes.

Quando alcançamos isso, estamos fazendo o que o Guruji tentou apresentar a todos nós como “Iyengar Yoga” concomitantemente multidimensional e compreensivo. Isso é holístico e não somente muscular-esquelético e psicologicamente, mas yoguicamente. Através da experiência o aluno encontrará sua própria experiência e sua conexão com a sensação de bem estar.

RJ: Como o rígido treinamento de Iyengar Yoga prepara os professores para terapêutica?

SQ: Temos um processo aparentemente longo de estudos no Iyengar Yoga. Muitos outros sistemas dão certificados após um final de semana de cursos, mas nós temos anos e anos de estudo, absorção e integração antes que nossa observação e ensino amadureçam o suficiente. Nenhum acúmulo de informação ou habilidade de entrelaçar um membro aqui ou ali em posições avançadas pode trazer essa maturidade. Devemos ser eternos estudantes. O próprio Guruji seguidamente diz que ele é um estudante (ainda que não iniciante). Recentemente ele fez uma afirmação muito pertinente para este tópico: “Eu estabeleço os defeitos; então para mim o que eu estou fazendo não é importante, é o que eu não estou fazendo que importa”.

Essa simples afirmação resume toda a abordagem necessária para que alguém progrida na sua arte, bem como na arte de ajudar aos outros. Essa abordagem no Iyengar Yoga de identificar os defeitos, de trazer o asana e o Pranayama a um estado de excelência, é um processo muito longo. Através da atenção e correção, cultivamos nossa habilidade de refinamento constante.

Ao identificar os defeitos na prática, o professor mergulha cada vez mais nas técnicas dos asanas e Pranayamas. Essas técnicas são aplicadas na prática individual pelo conhecimento que elas trazem. Gradualmente esses meios são utilizados com crescente precisão ao passo que elucidam aquilo que cobre a verdade ou a visão de si mesmo. Começa logo no princípio, de forma rudimentar. Dessa forma, iniciantes e professores podem treinar de forma terapêutica por alguns anos.

Uma palavra comumente direcionada ao Iyengar Yoga de fora é “alinhamento”. Todavia, essa palavra pode se tornar superficial, ela pode começar a significar somente o aspecto externo de medida e posicionamento. Talvez um mote melhor seja “em-linha-mento”; o professor deve verificar se todas as camadas do ser estão em linha. A mente está igualmente posicionada ao longo da posição? Existe uma sensação equânime da pele tocando todas as partes ou existem algumas partes que não estão sendo alcançadas? É aqui que o alinhamento evolui para em-linha-mento. Com uma precisão cada vez maior o professor pode avaliar: isso está em linha, equilibrado? Está dual ou único? Existe algum traço ou ponto desconhecido? Aqui os questionamentos do professor devem mudar do que é desproporcional para o que é proporcional, da disparidade para a paridade, para nulificar qualquer oscilação persistente no complexo corpo-respiração-mente.

As técnicas que treinamos são aquelas de medida e posicionamento, contato ou toque, rastreamento, expansão, alongamento, extensão. São técnicas de estabilização, aterramento ou ascendência. Elas deixam mais leve, mais pesado. Equilíbrio e ordem. Arejando, ventilando e umedecendo. Movendo e restringindo – a lista segue. Muitas vezes o professor conhece a forma externa correta do asana, mas a menos que estudem o conteúdo desta moldura externa, o que acontece é virtualmente território desconhecido. É por isso que tantas perguntas ainda chegam para os Iyengars sobre o que fazer em situações terapêuticas.

Eu notei que o sucesso de uma abordagem terapêutica costuma depender da visão do próprio paciente. Não importa o estado em que se encontram, em algum ponto eles devem agarrar o processo yóguico e torná-lo próprio (carpe diem). Esse é um passo vital. O estudante deve ter uma visão do caminho maior que está seguindo. O professor precisa auxiliar o estudante a desenvolver esse desejo de seguir o caminho além da situação dolorosa imediata.

Para isso o professor deve cultivar sua própria inspiração, sua conexão com os objetivos do yoga. De outra forma ele irá falhar na hora de tomar o próximo passo. Uma vez determinado nosso eu verdadeiro, além do ego baseado em possessões e necessidades, teremos claridade e lucidez na mente e no coração para verdadeiramente agir como se heyam duhkham anagatham seja de fato possível? Em uma abordagem multidimensional, mas ainda assim compreensiva, as qualidades extraordinárias do Iyengar Yoga se fazem evidentes.Um mote melhor seria “em-linha-mento”. O professor deve verificar se todas as camadas do eu estão em linha.

RJ: Você poderia compartilhar algumas de suas experiências nas Aulas Terapêuticas no R.I.M.Y.I.?

SQ: Eu não posso replicar de fato para os professores aquilo que aprendi em todos esses anos de caminhada. Eu não tenho como repassar a experiência de diariamente auxiliar nas Aulas Terapêuticas. Uma coisa que os professores não entendem é que tudo que eles necessitam para ensinar em aulas terapêuticas é o que de fato eles vêm estudando desde sempre. Eles vêm executando os asanas há anos. Frequentemente eles parecem estar esperando por alguém que mostre algo que eles não sabem. É de fato surpreendente para mim ensinar asanas os quais eles praticaram repetidamente, mas ainda não mergulharam de fato dentro, para encontrar suas qualidades e propriedades intrínsecas.

Me parece difícil descrever a força vibrante emocional e moral que os Iyengar trazem para as Aulas Terapêuticas. As vezes as pessoas acham perturbador. Os Iyengars são lendários por sua ferocidade e paixão. Eu aprendi a apreciar cada vez mais a força e presença emocional que eles trazem para as aulas. Certamente seus anos de experiência e conhecimento não podem ser equiparados, mas é a conexão pessoal que eles trazem que concede algo mais profundo que qualquer expertise clínico. O envolvimento deles ultrapassa a separação entre eles e o estudante que estão tentando ajudar.

RJ: Que conselho você daria para professores sobre terapêutica?

SQ: Vocês tem um grande recurso ao alcance das mãos. Vocês devem estudar e aprender uns com os outros. Professores devem reunir-se em grupos para estudar e praticar com o que foi apresentado no workshop para que possam entender através de seus próprios corpos.

Geetaji disse em Portland que todos nós devemos digerir por pelo menos um ano o que foi ensinado ali. Não tenham medo, não se preocupem em como outros métodos não levam o tempo que levamos para formar instrutores. Infelizmente, esse é um sinal de como o mundo vê o Yoga – como um hobby, uma via secundária. Eles não passam credibilidade. É o mesmo para muitas disciplinas que tem suas raízes em tradições espirituais orientais. O mundo materialista de hoje não dará credibilidade para algo que é tão criativo como a abordagem yóguica para a saúde.

RJ: E sobre cuidados e diretrizes?

SQ: Eu dou algumas dicas de cuidados— não tanto quanto ao que fazer ou não fazer para uma doença em particular, nem contraindicações como em um manual farmacológico—mas mais sobre como proteger o professor de erros. Um erro prejudicial é uma tragédia para o professor. É destruidor.

Quando trabalhando diretamente em um asana de um paciente, o professor deve pensar em como o paciente está apto ou não apto a absorver ou tolerar estar naquela posição. Não há razão para levar o aluno a uma posição que seja muito forte ou muito difícil para que eles alcancem. O contrário também é verdade. É um equívoco comum achar que a terapia é sobre posições de descanso e restaurativas. Pode haver fadiga ou problemas circulatórios, assim como desequilíbrios mentais que devem ser liberados no princípio de uma prática de asana, mas permitir que os sistemas circulatório, nervoso e mental do paciente afundem em dormência pode criar ainda mais problemas.

Para ajudar os professores a evitar lesionar os alunos, eu dou algumas dicas simples. A primeira é perguntar – repetindo frequentemente- “como você está se sentindo agora?”. Os professores devem observar a cor dos pacientes e suas respirações, devem observar principalmente o pescoço e o abdômen para detectar sinais de estresse e desequilíbrio. Eles devem tocar e ver se existe algum tremor interno. Frequentemente o professor pode ser muito qualificado para ajustar e posicionar props, mas falhar em perceber as transformações alcançadas por eles. Quando ajustando, “escute” através de suas mãos para ler a resistência ou aceitação de cada movimento.

Hoje temos tanta informação disponível, compare com alguns anos atrás quando a informação era tão escassa. Agora temos que abordar o aprendizado de uma maneira diferente. Esteja apto a criar seu próprio aprendizado, a cometer erros e aprender novamente. Aprender deve incluir falhar porque falhar é instrutivo. Você deve fazer, praticar, questionar. Entrar no espaço real e encontrar sua mão, sua visão. É por isso que tenho tantas sessões nas quais os professores trabalham em conjunto e uns com os outros, para que tenham a chance de encontrar seus olhos, suas mãos no tema. Eles não apenas me observam fazendo o trabalho em alguém e tomam notas. Eles mesmo executam. Existem muitos livros disponíveis (toda essa informação novamente!), mas os professores ainda perguntam o que fazer. Eles tem que colocar a mão na massa. Eles precisam desenvolver a aptidão, compaixão e sabedoria (kausalam, karuna, e prajna). As técnicas e informações estarão lá, mas mais importante do que tudo isso, será a imersão no assunto com um coração aberto. Somente assim essas qualidades serão alcançadas.

Stephanie Quirk vem observando e trabalhando com os Iyengars no R.I.M.Y.I. desde 1994, assistindo em todas as aulas, incluindo as aulas terapêuticas e para mulheres. Durante os últimos anos ela tem conduzido treinamentos e workshops em Yoga Terapêutico, compartilhando seu conhecimento e expertise no Iyengar Yoga com professores de todo o mundo.

Fonte: https://iynaus.org/yoga-samachar/springsummer-2011/therapeutics-iyengar-yoga-your-job-put-student-path-yoga

Tradução Livre: Ana Paula Vaz dos Santos
Revisão: Roberta Maran
Revisão Final e Publicação: Jonathan Batista